Banggood planeja entregas no Brasil com prazo de uma semana

Chinesa Banggood já freta voo regular para o Brasil e pretende abrir centro de distribuição em Jundiaí (SP)

Emerson Alecrim
Por

Recentemente, o AliExpress expandiu a quantidade de voos fretados da China para o Brasil com o intuito de acelerar as entregas no país. Agora, é a vez da Banggood anunciar uma medida parecida. A ideia é fazer o prazo de entrega para determinados produtos cair para até uma semana em território brasileiro.

Ao contrário do AliExpress, a Banggood não segue um modelo de marketplace, mas o de uma loja de comércio eletrônico convencional, isto é, que atua com estoques próprios. As operações de logística tendem a ser um pouco mais simples para a Banggood, portanto, embora só até certo ponto.

Para acelerar os envios, a loja passou a contar com um voo direto da China para o Brasil recentemente. Só essa medida deve fazer o prazo de entrega cair de 60 dias (em média) para algo entre 15 e 20 dias.

Escritório da Banggood (imagem: Banggood)

Escritório da Banggood (imagem: Banggood)

Mas o plano é diminuir ainda mais esse prazo. Para tanto, a Banggood pretende inaugurar um centro de distribuição na região de Jundiaí (SP) nos próximos meses — provavelmente, no começo de 2021. Os planos originais previam que esse centro entraria em operação ainda neste ano, mas a pandemia forçou o adiamento.

De qualquer forma, as instalações em Jundiaí deverão permitir que a Banggood realize entregas com prazo de até uma semana, dependendo do produto, e envie itens de dimensões relativamente grandes, como eletrodomésticos.

Tamanho empenho não é mero capricho. O Brasil é o segundo maior mercado da Banggood, perdendo apenas para os Estados Unidos. Por aqui, a empresa acumula mais de 726 mil clientes desde 2014, quando passou a fazer envios para o país.

Além de entregas mais rápidas, a Banggood fala em melhorar o suporte ao cliente, principalmente no sentido de diminuir a desconfiança que muitos consumidores brasileiros têm com relação a comprar produtos da China.

A empresa já mantém perfis no Telegram, WhatsApp e redes sociais voltados especificamente aos clientes brasileiros.

Com informações: Exame.

Relacionados

Relacionados