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Apple é acusada de vender iPhones com obsolescência programada

“BatteryGate“, que veio à tona em 2017, ainda rende processos à Apple por limitar o desempenho de iPhones antigos

Ana Marques
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A Apple é alvo de uma nova ação coletiva na Europa devido à venda de iPhones com obsolescência programada. A acusação diz respeito a modelos de iPhone 6, 6 Plus, 6s e 6s Plus que tiveram seus desempenhos limitados (caso que veio à tona em 2017). A empresa pode ter que pagar 60 milhões de euros como compensação aos consumidores.

iPhone 6s (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A ação é movida pela Altroconsumo, a associação de defesa do consumidor italiana  – e acontece depois de dois processos movidos na Bélgica e na Espanha. Informações preliminares indicam ainda uma quarta ação a ser apresentada em Portugal.

Em novembro de 2020, a Apple pagou US$ 113 milhões após acusações semelhantes nos Estados Unidos. O processo afirmava que a empresa teria programado a desaceleração intencional dos smartphones mais antigos da empresa com o objetivo de promover a venda de novos modelos ou de baterias novas, o que teria rendido cerca de US$ 500 milhões à marca (cerca de US$ 25 por telefone).

De acordo com Els Bruggerman, chefe de política e fiscalização do Euroconsumers (organização que reúne diversas entidades de defesa do consumidor na Europa), a região está em busca “da mesma justiça e respeito” aplicados aos consumidores norte-americanos. Bruggerman ressalta também para o prejuízo no ponto de vista ambiental, classificando a atitude da Apple como “totalmente irresponsável”.

Processo pretende indenizar consumidores

A Itália já moveu uma ação que multou a Apple por obsolescência programada em 2018, no entanto o valor foi destinado a fundos dos órgãos reguladores. Este novo processo tem a intenção de indenizar os consumidores afetados. A Altroconsumo pede em média 60 euros por proprietário de iPhone afetado.

A Apple, por sua vez, nega a acusação de obsolescência programada, e afirma que a atualização que limitava o desempenho dos iPhones tinha o objetivo de fazê-los durar mais, evitando interrupções do uso. Na época, a empresa se desculpou pelo ocorrido e passou a permitir que usuários impedissem a redução de velocidade de seus smartphones.

Com informações: MacRumors e TechCrunch

Ana Marques

Editora-assistente

Ana Marques é jornalista e trabalha com tecnologia há 6 anos. Formada pela UFRJ, já passou pelo TechTudo (Globo) e pelo hub de conteúdo do Zoom, onde cobriu eventos nacionais e internacionais, analisando celulares, fones e outros eletrônicos. Em 2019, iniciou a coluna semanal "Vida Digital" no site da revista Seleções (Reader's Digest). Antes disso tudo, cursou Farmácia e fundou uma banda de rock.

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