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Parler está de volta sem depender de Amazon, Apple e Google

Apple e Google removeram app do Parler e Amazon deixou de oferecer hospedagem; rede social agora "não depende da Big Tech"

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O Parler anunciou seu retorno nesta segunda-feira (15): o processo será em fases, recebendo usuários antigos nos próximos dias e novos cadastros a partir da semana que vem. A rede social, que promete ser a “líder mundial em liberdade de expressão”, foi banida por Amazon, Apple e Google devido a seu papel na invasão ao Capitólio dos EUA.

Site do Parler volta ao ar (Imagem: Reprodução)

Site do Parler volta ao ar (Imagem: Reprodução)

O site do Parler na verdade estava online desde meados de janeiro, mas só informava sobre o status do serviço – não era possível usar, de fato, a rede social. Os perfis foram mantidos e é possível fazer login, mas o TechCrunch aponta que todos os posts foram apagados, e os usuários precisam recomeçar do zero.

Além disso, usuários podem se deparar com a mensagem de erro “você está desconectado, verifique sua conectividade de rede”; a empresa promete que isso será resolvido ao longo desta semana e da próxima.

Em comunicado à imprensa, o Parler afirma que o site agora “é baseado em tecnologia independente e sustentável e não depende da chamada Big Tech para suas operações”. A plataforma já teria mais de 20 milhões de usuários.

A SkySilk foi escolhida para oferecer hospedagem ao serviço. O domínio é registrado pela americana Epik, que já teve como clientes o 8chan e o site neonazista The Daily Stormer; e a proteção contra ataques DDoS é feita pela russa DDoS-Guard.

Apple, Google e Amazon baniram Parler

Parler (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

Parler (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

Em janeiro deste ano, a Apple e o Google removeram o app do Parler de suas respectivas lojas para iOS e Android. A rede social foi utilizada por apoiadores do ex-presidente Donald Trump para planejar o ataque ao Capitólio.

O Amazon Web Services (AWS), por sua vez, deixou de oferecer hospedagem para o site, alegando ter avisado a rede social durante meses sobre posts que “incitam e planejam o estupro, tortura e assassinato de pessoas públicas e cidadãos em geral”.

O cofundador do Parler, John Matze, disse ao New York Times que estava disposto a banir usuários que propagassem a teoria da conspiração QAnon, supremacistas brancos e terroristas domésticos caso isso permitisse que o app voltasse à App Store e Google Play.

“Recebi um silêncio sepulcral como resposta e entendi isso como uma discordância”, explica Matze. Ele foi demitido do cargo de CEO no início de fevereiro. O conselho administrativo tomou a decisão a pedido de Rebekah Mercer, filha do bilionário Robert Mercer; ela também cofundou a empresa e é a principal responsável por seu financiamento.

No ano passado, a equipe de Trump estava conversando com o Parler para que o então presidente abrisse uma conta oficial no serviço. A empresa ofereceu uma participação de 40%, mas as negociações aparentemente não deram em nada. Ele foi banido do Twitter e está suspenso por tempo indeterminado do Facebook e Instagram.

Com informações: The Wrap. Atualizado às 17h25.