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Brasil vende menos celulares em 2020, mas empresas faturam mais

Brasil vendeu mais de 48 milhões de celulares em 2020, queda de 8% em comparação com 2019, revela pesquisa da IDC Brasil

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A IDC Brasil divulgou nesta segunda-feira (22) um estudo que mostra que o Brasil vendeu menos celulares em 2020. Apesar da queda, as empresas do ramo conseguiram faturar mais durante o período: o auxílio emergencial do governo e outros imprevistos causados pela pandemia podem explicar os mais de R$ 70 bilhões que o setor garantiu em 2020.

Nokia 2.3, Galaxy M31, LG K61 e Motorola Moto G8 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Nokia 2.3, Galaxy M31, LG K61 e Motorola Moto G8 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

De acordo com a IDC, 48.744.173 milhões de celulares foram comercializados no Brasil em 2020. Isso representa uma queda de 8% em comparação com 2019 e, para a empresa de pesquisa, o país está alinhado à tendência mundial. Fazendo um recorte, mais de 13 milhões de aparelhos foram vendidos no 4º trimestre do ano passado, queda de 7% em relação ao mesmo período de 2019.

Renato Murari de Meireles, analista de pesquisa e consultoria em Mobile Phones & Devices da IDC, lembra que o setor esperava uma queda mais dura de 19%. “Felizmente o mercado reagiu muito melhor, o celular se mostrou como um dispositivo ainda mais indispensável e iniciativas de fomento ao consumo, como a liberação do auxílio emergencial, equilibraram a categoria”, conta.

Mercado de celulares faturou R$ 71,7 bilhões em 2020

Mesmo com a desaceleração, o mercado de celular faturou R$ 71,7 bilhões no ano passado, isto é, um crescimento de 16% quando comparado com o ano anterior. “A pandemia acelerou a adoção da tecnologia em todos os sentidos. Para videoconferências de trabalho, aulas remotas, streaming e até atividades simples como pedir comida aumentaram o uso de aplicativos. O celular ficou ainda mais indispensável”, analisa Meireles.

Brasil vende menos celulares em 2020, mas empresas faturam mais (Imagem: John Tuesday/Unsplash)

Brasil vende menos celulares em 2020, mas empresas faturam mais (Imagem: John Tuesday/Unsplash)

Durante o período pandêmico, a IDC percebeu uma mudança de comportamento dos consumidores brasileiros que buscaram por dispositivos mais completos. Comparando com 2019, ao longo do ano passado, muitos consumidores (88%) optaram por celulares da faixa de preço entre R$ 2.000 a R$ 2.999, enquanto 83% buscaram por modelos de preço entre R$ 1.100 e R$ 1.999.

Para este ano, a IDC espera um crescimento tímido 3% no mercado oficial devido ao dólar nas alturas, a continuação da pandemia e a cautela do consumidor na hora de gastar. Apesar disso, o setor tem buscado inovar e diversificar para atender melhor. “O consumidor está cauteloso, e a indústria e o varejo têm equilibrado melhor suas ofertas”, finaliza Meireles.