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Procon-SP vai discutir segurança em celulares com operadoras e fabricantes

Claro, Apple, Samsung e Google são algumas das empresas convocadas para reunião sobre segurança em smartphones e apps

Ana Marques
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O Procon-SP está empenhado em resolver o problema de segurança em celulares que, entre outros prejuízos, está resultando no roubo de dinheiro via aplicativos de banco. A fundação convocou uma reunião com as operadoras Claro, TIM e Vivo, com as fabricantes Apple, Motorola e Samsung, e com o Facebook, Instagram, WhatsApp e Google, além da Febraban, para discutir sobre os sistemas de segurança implementados nos dispositivos e em apps para smartphones.

Samsung Galaxy S21 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Leitor de digitais do Samsung Galaxy S21 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Como reportamos na última semana, uma quadrilha em São Paulo vem furtando smartphones com o objetivo de invadir contas bancárias por meio de aplicativos instalados no aparelho. Após obterem acesso às contas, os criminosos realizam transferências ou empréstimos no nome da vítima.

O relato do delegado Roberto Monteiro acendeu um alerta sobre o nível de proteção aplicado às soluções de bloqueio de celulares e aplicativos de banco. De acordo com Monteiro, apesar de a quebra de segurança no iOS ser mais difícil, os criminosos também conseguem invadir o sistema.

Diante da situação, o Procon-SP quer saber qual é o grau de confiabilidade dos sistemas de segurança e proteção das operadoras, plataformas e bancos. A entidade chegou a notificar bancos, fintechs e instituições bancárias, bem como a Apple, a Samsung e a Motorola, a fim de obter informações sobre suas barreiras de segurança.

“É essencial que essas empresas ofereçam um acesso eficaz para que aquela pessoa que teve seu celular furtado ou roubado seja atendida de imediato”, afirma Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

Febraban afirma que aplicativos de bancos são seguros

Apesar das notificações do Procon-SP e do relato da Polícia Civil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que a maior parte dos criminosos não quebra soluções de segurança em softwares, mas se aproveita de senhas e informações pessoais anotadas ou salvas no celular.

A associação diz ainda que os apps das instituições financeiras contam com “o máximo de segurança em todas as suas etapas, desde o seu desenvolvimento até a sua utilização”.

A reunião convocada pelo Procon-SP com as empresas mencionadas anteriormente será nesta quarta-feira (23), às 10h, de forma remota. O objetivo é, junto com as empresas, construir propostas de solução para o problema.

Ana Marques

Editora-assistente

Ana Marques é jornalista e trabalha com tecnologia há 6 anos. Formada pela UFRJ, já passou pelo TechTudo (Globo) e pelo hub de conteúdo do Zoom, onde cobriu eventos nacionais e internacionais, analisando celulares, fones e outros eletrônicos. Em 2019, iniciou a coluna semanal "Vida Digital" no site da revista Seleções (Reader's Digest). Antes disso tudo, cursou Farmácia e fundou uma banda de rock.

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