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Tropas dos EUA deixam monstros de Pokémon Go em saída do Afeganistão

Tropas dos EUA deixam o Afeganistão após ordem do presidente Joe Biden e Pokémon ficam ocupando ginásios que foram feitos por lá

Felipe Vinha

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Tropas militares norte-americanas estão deixando o Afeganistão, processo que se iniciou em 1 de julho e deve ir até 11 de setembro, deixando um curioso legado para trás: criaturas de Pokémon Go. Em uma entrevista publicada no jornal militar Stars and Stripes, relatos de soldados e ex-operadores que estavam no local falam sobre como todos na região jogavam Pokémon Go enquanto participavam das operações e conflitos.

Pokémon Go também deixa história no conflito do Afeganistão (Imagem: Amy Bushatz/Military.com)

Pokémon Go também deixa história no conflito do Afeganistão (Imagem: Amy Bushatz/Military.com)

Os relatos dão conta da região de Bagram, cidade que funcionava como centro principal de concentração e instalações militares dos EUA. A entrevista menciona, inclusive, que Poképaradas e Ginásios foram instalados no local, além de “spawns” de Pokémon, por conta da presença de soldado, que criaram uma comunidade grande do jogo, junto com alguns locais.

Um dos ginásios, por exemplo, fica em um memorial de um soldado morto. Outro foi posicionado em uma capela.

“Ser capaz de iniciar um bate-papo com um completo estranho no meio de uma zona de guerra sobre algo como Pokémon era uma ótima forma de se manter sociável”, contou Wilbur Landaverde, um empreiteiro que trabalhou no lugar, em colaboração com as tropas.

Segundo a reportagem, os soldados se dizem tristes por deixar criaturas nos ginásios para trás, mas sabem que provavelmente alguém vai tomá-los com alguma rapidez.

Ocupação não é brincadeira

Ainda que os relatos sejam curiosos, vale lembrar que o cenário não é nada amigável, já que a região foi alvo de conflitos considerados violentos e desnecessários. A saída das tropas marca o fim de um dos maiores conflitos promovidos pelos EUA e a violência assola o local, mesmo com a ordem do presidente Joe Biden de deixar o país.

À agência Reuters, Malek Mir, mecânico que vive em Bagram, teceu críticas à operação. “Qual foi o propósito de toda a destruição, matança e miséria que eles nos trouxeram? Eu gostaria que eles nunca tivessem vindo”, disse.

Por mais que Pokémon Go tenha inserido algum contexto social em uma zona de guerra, é bom sempre lembrar que guerras não são boas e não trazem bons resultados mesmo para o lado vencedor, já que muitos soldados perdem a vida no conflito – só em Bragam, desde que a ocupação começou, 40 pessoas morreram em ataques suicidas.

Com informações: Eurogamer.