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Airbnb vai hospedar 20 mil refugiados afegãos após golpe do Taliban

Airbnb, plataforma de aluguel de imóveis, anuncia plano para acolher 20 mil refugiados afegãos gratuitamente após Taliban tomar controle do país

Bruno Ignacio
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O Airbnb anunciou nesta terça-feira (24) que pretende começar a abrigar gratuitamente refugiados do Afeganistão, país que vem sendo duramente afligido pelo avanço violento do Taliban, que já controla a maior parte da nação. Segundo o CEO da plataforma de aluguel de imóveis, Brian Chesky, o plano é acolher 20 mil afegãos que querem cruzar as fronteiras.

Protesto contra violência no Afeganistão em Londres (Imagem: Ehimetalor Akhere/ Unsplash)
Protesto contra violência no Afeganistão em Londres (Imagem: Ehimetalor Akhere/ Unsplash)

Os refugiados serão alojados em propriedades listadas no Airbnb e as estadias serão custeadas pela própria empresa, disse Chesky no Twitter. Contudo, não foi especificado exatamente quanto a empresa planeja gastar com a iniciativa ou por quanto tempo os refugiados ficarão alojados.

Nesta última segunda-feira, os Estados Unidos completaram a evacuação de quase 50 mil pessoas do país, mas ainda existem milhares afegãos que estão tentando escapar do regime do grupo extremista Taliban. Atualmente, o principal ponto de saída é o aeroporto de Cabul, onde grandes multidões se aglomeram. Foi imposto um prazo de transporte aéreo até 31 de agosto, e muitos civis estão desesperados diante da possibilidade de não conseguirem deixar país,

Airbnb espera “inspirar” mais iniciativas 

“O deslocamento e reassentamento de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias de nosso tempo”, disse Chesky. “Sentimos a responsabilidade de intervir.” O executivo também acrescentou que espera que a iniciativa do Airbnb “inspire outros líderes empresariais” a fazerem o mesmo. “Não há tempo a perder”, acrescenta.

O CEO da empresa destacou que qualquer anfitrião que quiser hospedar uma família de refugiados afegãos devem “entrar em contato”. Ele também prometeu redirecioná-los para as “pessoas certas” da plataforma. Chesky diz que a companhia firmou parcerias com ONGs para atender às “necessidades mais urgentes” das famílias acolhidas.

O Airbnb não é a única empresa do meio tecnológico e digital a demonstrar apoio à crise humanitária no Afeganistão. Ao mesmo tempo que é evidente a necessidade de ajudar o povo afegão, as companhias também veem uma grande oportunidade de impulsionar sua imagem no processo. 

A Texas Medical Technology, fornecedora de equipamentos médicos, também afirmou à CNBC nesta terça-feira que vai contratar ao menos 100 refugiados por um ano em uma de suas fábricas em Houston.

O Airbnb vem trazendo esse tipo de iniciativa em momentos de crise desde 2012. Hoje avaliada em cerca de US$ 92 bilhões, a empresa afirma que já acolheu cerca de 75 mil pessoas em situação de emergência desde então.

Com informações: CNBC

Bruno Ignacio

Ex-autor

Bruno Ignacio é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Cobre tecnologia desde 2018 e se especializou na cobertura de criptomoedas e blockchain, após fazer um curso no MIT sobre o assunto. Passou pelo jornal japonês The Asahi Shimbun, onde cobriu política, economia e grandes eventos na América Latina. Já escreveu para o Portal do Bitcoin e nas horas vagas está maratonando Star Wars ou jogando Genshin Impact.

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