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Microsoft pediu que Bill Gates parasse de trocar e-mails com funcionária

Caso teria acontecido em 2007 e é o mais novo na lista de relatos de comportamento inapropriado por parte de Bill Gates

Giovanni Santa Rosa

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Bill Gates mandou e-mails “inapropriados” e “insinuantes” a uma funcionária em 2007. A situação fez com que a diretoria da Microsoft precisasse intervir e pedir que o fundador da empresa parasse com aquela postura.

Logo da Microsoft, terceira empresa no mundo a atingir valor de US$ 2 trilhões (Imagem: Dion Hinchcliffe/ Flickr)
Logo da Microsoft (Imagem: Dion Hinchcliffe/ Flickr)

As revelações foram feitas pelo Wall Street Journal em uma reportagem publicada nesta segunda-feira (18). Elas se juntam ao histórico de acusações de comportamento inapropriado por parte do bilionário.

Em 2019, Gates foi investigado pela Microsoft por envolvimento sexual com uma funcionária — o que, inclusive, teria levado à sua saída do conselho da empresa. No ano passado, ele e sua então esposa, Melinda, anunciaram a separação.

Episódio foi debatido na diretoria e no conselho

A Microsoft tomou conhecimento das mensagens de Gates em 2008. Na ocasião, Brad Smith, então conselheiro geral, e Lisa Brummel, então diretora-chefe de pessoal, se reuniram com ele para discutir a questão e pediram que ele parasse com essa postura, considerada inapropriada. Gates não teria negado as acusações e concordou em parar.

O assunto também foi debatido no conselho, que decidiu não tomar nenhuma outra medida por não ter havido interação física. A funcionária que recebeu as propostas de Gates não registrou nenhuma reclamação.

Bill Gates, fundador da Microsoft (Imagem: Greg Rubenstein/Flickr)
Bill Gates, fundador da Microsoft (Imagem: Greg Rubenstein/Flickr)

Frank Shaw, porta-voz da Microsoft, disse que os e-mails eram “insinuantes” e “inapropriados”, mas não “abertamente sexuais”. Na mensagem, Gates propõe encontrar a funcionária depois do trabalho e fora do campus da empresa.

A porta-voz de Bill Gates, Bridgitt Arnold, negou o episódio e disse que as afirmações do Wall Street Journal são “falsas e rumores reciclados por fontes sem conhecimento direto do assunto”. Ela também acusa algumas das fontes de terem “significantes conflitos de interesse”.

Bill Gates já esteve envolvido em outros casos

Não é a primeira vez que relatos dão conta do envolvimento de Gates em casos de relacionamentos com funcionárias da Microsoft.

Em 2019, o conselho da empresa teria contratado um escritório de advocacia para investigar um suposto relacionamento sexual do fundador da companhia com uma engenheira. A funcionária escreveu uma carta sobre o caso, que teria acontecido por volta de 2002.

Depois de a investigação concluir que a relação era inapropriada, Gates deixou o conselho da empresa em 2020 — na época, o motivo oficial declarado foi se dedicar mais à filantropia.

Uma reportagem do New York Times publicada em maio trouxe outros dois casos de mulheres que trabalhavam na Microsoft e na Fundação Bill e Melinda Gates e que foram convidadas para sair com o executivo. Segundo fontes, ele era conhecido por “abordar mulheres de modo grosseiro dentro e fora do trabalho”.

Em março, outra reportagem do The Daily Beast revelou que Melinda Gates, ex-mulher de Bill, estaria furiosa com o relacionamento do bilionário com Jeffrey Epstein, empresário condenado por abuso sexual.

Com informações: The Wall Street Journal