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Criptomoeda Omicron sobe 800% após nova variante da COVID-19 ser divulgada

Nova criptomoeda omicron (OMIC), coincidentemente o mesmo nome da nova variante de COVID-19, dispara 800% desde que OMS batizou o vírus

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Enquanto a nova variante Ômicron de COVID-19 preocupa o mundo todo e já afeta o mercado especulativo dos ativos digitais, uma jovem e curiosa criptomoeda com o mesmo nome do vírus disparou mais de 800% nos últimos dias. No entanto, tudo parece ser um grande acaso e o projeto da nova moeda digital não tem relação nenhuma com a pandemia.

coronavirus covid-19
COVID-19 (Imagem: Trinity Care Foundation)

Com as notícias se espalhando sobre a nova variante e as preocupações passando pela cabeça dos investidores de que poderíamos ter um novo declínio econômico, o mercado de capitais está muito apreensivo. Criptomoedas gigantes como o bitcoin (BTC) vêm operando em queda na última semana.

E então surge essa tal de omicron, um ativo que curiosamente carrega o mesmo nome da nova variante de COVID-19. No entanto, os primeiros registros da plataforma de monitoramento de preços CoinMarketCap ocorreram no início deste mês, antes da Organização Mundial de Saúde nomear a variante no dia 24 de novembro.

Criptomoeda omicron não tem relação com variante

Por mais improvável que seja, tudo isso é uma enorme coincidência. Além disso, para deixar a situação ainda mais curiosa, a pequena e recém-nascida criptomoeda acabou se beneficiando de um nome atrelado a um vírus extremamente odiado em todo o mundo (ninguém aguenta mais a pandemia).

A omicron (criptomoeda) nasceu em novembro, sob o preço inicial de cerca de US$ 200, de acordo com dados do CoinMarketCap. Desde então, como é natural para moedas digitais jovens, seu valor decaiu para abaixo dos US$ 50, com algumas variações no meio do caminho.

Histórico de preço da criptomoeda omicron (OMIC) desde sua criação em novembro (Imagem Reprodução/ CoinMarketCap)
Histórico de preço da criptomoeda omicron (OMIC) desde sua criação em novembro (Imagem Reprodução/ CoinMarketCap)

Mas o ponto mais interessante do gráfico é no dia 27 de novembro, quando a criptomoeda simplesmente decolou. A data coincide com a popularização do nome da nova variante de COVID-19, divulgada inicialmente pela OMS em 24 de novembro e tomando os noticiários do mundo todo nos dias seguintes. Ao que tudo indica, a enorme coincidência fez a moeda digital receber mais atenção, o que naturalmente trouxe muitos novos compradores.

Ainda segundo dados do CoinMarketCap, a omicron acumula 246,8% de valorização comparando seu preço de estreia com seu recorde registrado nesta última segunda-feira (29). No entanto, esse percentual é muito mais quando olhamos somente para os últimos dias. Desde que a nova variante foi batizada pela OMS, o preço da criptomoeda disparou para acima dos US$ 700. Somente nos últimos três dias, foram 823% de alta.

Afinal, para que serve essa criptomoeda?

Mas, o que é essa criptomoeda omicron? Não, ela não tem absolutamente nada a ver com saúde, com a pandemia ou com a nova variante. Na realidade, trata-se de uma moeda digital voltada para reserva de valor. Segundo a descrição do ativo, a omicron opera na rede Arbitrum e também atende pelo código OMIC.

Tendo em vista seu propósito, cada token é lastreado em um conjunto de ativos diferentes, como a stablecoin USDC, cujo valor é pareado ao dólar. Dessa maneira, seu valor nunca pode ser inferior ao preço agregado desses ativos.

Com informações: Forbes