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Nubank estreia na bolsa de valores de Nova York com ação a US$ 9

Com entrada na bolsa, roxinho vira banco mais valioso da América Latina e ultrapassa Bradesco e Itaú

Pedro Knoth
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O roxinho enfim se tornou uma companhia de capital aberto. Nesta quinta-feira (9), o Nubank realizou seu tão esperado IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) na bolsa de valores de Nova York (NYSE), com a ação ordinária classe A precificada a US$ 9. A estreia do banco na bolsa de valores brasileira, a B3, está marcada para amanhã, com a abertura das negociações dos BDRs, que são recibos das ações negociadas nos Estados Unidos.

Cofundadores e acionistas do Nubank batem o sino da bolsa de valores de Nova York para declarar a estreia na bolsa (Imagem: Tecnoblog/Reprodução)

Nubank se torna banco mais valioso na América Latina

Às 11h30 de hoje, os três cofundadores do Nubank, o CEO e colombiano David Vélez, a brasileira Cristina Junqueira e o norte-americano Edward Wible, tocaram o tradicional sino da NYSE — cerimônia conhecida como “bell ringing” —, marcando a estreia do roxinho na bolsa de valores estadunidense.

Com a abertura de capital, o Nubank atingiu valor de US$ 41,5 bilhões e ocupa o posto de banco mais valioso da América Latina, superando o Itaú Unibanco, que é avaliado em US$ 37,7 bilhões, segundo a Economatica. O Bradesco vem em seguida, com valor de mercado de US$ 33,3 bilhões.

O Nubank revelou o preço de negociação das ações em documento enviado à SEC (Securities and Exchange Comission), que atua como uma espécie de CVM (Comissão de Valores Mobiliários) dos Estados Unidos. O valor já pode ser visualizado na parte de companhias listadas no índice de Nova York.

Nubank espera 4ª maior IPO em seis meses na NYSE

Segundo dados da própria NYSE, o IPO do Nubank espera ter a quarta maior arrecadação de capital em uma oferta pública inicial nos últimos seis meses na bolsa. Por enquanto, a expectativa do roxinho só perde para três empresas: o e-commerce chinês DiDi, a produtora de componentes Global Foundries e a fabricante de carros elétricos Rivian.

Até a realização do IPO, o Nubank estava enfrentando uma maré de azar: com as ações dos mercados de tecnologia caindo, a companhia acabou por reduzir o valor da abertura de capital na NYSE em 20%. Devido às condições econômicas, a fintech também reduziu o preço das ações e, consequentemente, dos BDRs a serem negociados no Brasil.

Mesmo com a redução do valor do IPO, o Nubank também reuniu alguns investidores âncora para captar US$ 1,3 bilhão na venda de ações, incluindo os atuais sócios da fintech, como os fundos de investimento Sequoia e Tiger Global, e novos sócios, como o SoftBank Latin America.

“Pedacinho”: 7,5 milhões aceitaram BDR do Nubank

O Nubank atua em três países latino-americanos: Brasil, Colômbia e México. Ao discursar na abertura de capital da NYSE, Cristina Junqueira mencionou que 815 mil clientes decidiram comprar os BDRs, ou adquirir um “pedacinho” do banco, como a companhia chama. Outros 7,5 milhões se tornaram sócios do banco e aceitaram um BDR sem custo por meio do programa NuSócios. Ao total, o banco tem 48 milhões de usuários.

A estratégia de ofertar os BDRs por meio do NuSócios trouxe ao Nubank ainda mais clientes a sua empresa de investimentos, a NuInvest, que também está liderando o grupo de instituições financeiras que coordenam a abertura do IPO.

Cada BDR representa um sexto de uma ação ordinária. O Nubank estima que o valor de cada recibo negociado fique em R$ 7,91 — antes estava previsto que cada papel vendido na B3 valeria R$ 9,82.

Em vídeo de apresentação, David Vélez mencionou que o IPO do Nubank é uma consequência do crescimento do banco nos últimos meses:

Fazer o IPO é para elevar nosso impacto. Ao entrar na bolsa, estamos abrindo parte do capital para que novos investidores se tornem nossos acionistas. Isso pode viabilizar projetos para tornar o Nubank cada vez mais completo e um processo natural da empresa de tecnologia.

Cristina Junqueira prometeu que o IPO não trará nenhum aumento de taxa ou alteração dos serviços que hoje são prestados pelo Nubank.

Dentre as instituições financeiras que estão liderando a coordenação da oferta global do Nubank estão o Morgan Stanley, Citi Group, Goldman Sachs e HSBC, além da própria NuInvest.

Com informações: Reuters

Pedro Knoth

Ex-autor

Pedro Knoth é jornalista e cursa pós-graduação em jornalismo investigativo pelo IDP, de Brasília. Foi autor no Tecnoblog cobrindo assuntos relacionados à legislação, empresas de tecnologia, dados e finanças entre 2021 e 2022. É usuário ávido de iPhone e Mac, e também estuda Python.

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