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Ministro da Saúde não garante, mas diz que ConecteSUS volta antes do Natal

Marcelo Queiroga afirma que a plataforma ConecteSUS, fora do ar desde o dia 10 de dezembro, pode voltar nesta quarta-feira (22)

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O ConecteSUS completa 10 dias fora do ar nesta segunda-feira (20), após um ataque hacker sofrido em 10 de dezembro. Mas o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirma que a situação não deve se estender por muito mais tempo. Segundo ele, a plataforma deve ser reativada na quarta-feira (22).

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O retorno do ConecteSUS estava previsto inicialmente para o dia 14. Entretanto, após tentativas de invasão realizadas aos sistemas do Ministério da Saúde, a volta do aplicativo foi adiada pelo governo.

“Estamos trabalhando fortemente, dia a dia, para retornar o ConecteSUS. A expectativa… Eu não quero aqui cravar, porque eu já falei que voltaria semana passada e sofremos um ataque de hacker um pouco depois, um outro . A impressão que me foi passada pelos técnicos é de que até quarta-feira estaria solucionado”.

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

De acordo com a pasta, os registros de vacinação já foram “recuperados com sucesso” — o processo teria sido finalizado na última semana.

Desse modo, as pessoas que precisam do Certificado Nacional de Vacinação COVID-19 continuam tendo que recorrer às secretarias municipais e estaduais de saúde, já que os registros desapareceram da plataforma.

Além da impossibilidade de emissão do comprovante, também não é possível consultar por meio do app as informações de vacinas recebidas. O Ministério da Saúde alertou na última quarta-feira que há golpes circulando via e-mail com a falsa promessa de envio do certificado de vacinação.

Queiroga fala sobre apoio de Bolsonaro à Saúde

O ministro também respondeu à imprensa sobre os ataques sofridos por funcionários da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos últimos meses. Desde outubro, diretores e servidores da instituição são vítimas de ameaças de morte ligadas aos trâmites de disponibilização da vacina de COVID-19 para crianças.

De acordo com Queiroga, “são ações de criminosos” e que “devem ser resolvidas pela PF”. Quanto à fala do presidente Jair Bolsonaro, que pediu os nomes dos responsáveis por aprovar a vacina para a faixa etária entre 5 e 11 anos, o ministro disse que é a favor.

“O serviço público é caracterizado pela publicidade dos seus atos. Então, todos os técnicos que se manifestam em processos administrativos têm que ser publicizados os atos, a não ser aqueles que são mais restritos”, explicou. Marcelo Queiroga disse ainda que “o presidente Bolsonaro é um grande líder” e exaltou seu apoio ao Ministério da Saúde.

Com informações: Poder360 e Diário do Nordeste