Activision Blizzard faz “limpa” de funcionários em meio a acusações de assédio

Mais de 80 funcionários da Activision Blizzard deixaram a empresa ou receberam advertências desde que os escândalos de assédio vieram à tona, em julho de 2021

Murilo Tunholi
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Activision Blizzard passa por acusações graves e processo (Imagem: Reprodução)
Activision Blizzard passa por acusações graves e processo (Imagem: Reprodução)

Desde que os escândalos na Activsion Blizzard vieram à tona, em julho do ano passado, 37 funcionários deixaram a empresa, segundo documentos obtidos pelo Wall Street Journal (WSJ). Esse número inclui pessoas que saíram por conta própria ou foram demitidas. Além desses, outros 44 indivíduos precisaram ser repreendidos em meio a acusações de assédio.

Alguns meses após o início do processo, em outubro de 2021, mais de 20 pessoas já haviam abandonado a Activision Blizzard e outras 20 foram advertidas. Até o momento, o WSJ coletou ao todo mais de 700 denúncias de funcionários da empresa.

Essas informações sobre funcionários demitidos deveriam ter sido reveladas publicamente pela empresa no final do ano passado. Contudo, o CEO Bobby Kotick preferiu não divulgar os dados internos, com receio dos problemas da Activision Blizzard parecessem ainda piores, de acordo com a reportagem do WSJ.

Rich George, representante da Activision Blizzard, enviou um comunicado ao The Verge para esclarecer a situação. Na mensagem, ele afirmou que a informação sobre Kotick ter se negado a compartilhar os dados internos da empresa era “incorreta” e que a companhia já havia resolvido 90% das denúncias de assédio, desde julho de 2021.

“Em toda a Activision Blizzard, nossa equipe está trabalhando incansavelmente para que todos os funcionários se sintam seguros, iguais, ouvidos e capacitados. Seja um comentário sobre cultura, um incidente ou melhorias sugeridas, cada relatório que a empresa recebe importa, e aumentamos significativamente os recursos disponíveis para garantir que possamos analisar cada um deles de forma rápida e completa”.

Rich George, em nome da Activision Blizzard.

Funcionários querem que CEO deixe o cargo

Após ser processada pelo Department of Fair Employment and Housing (DFEH) da Califórina, nos EUA, a Activision Blizzard perdeu executivos de cargos altos. Por exemplo, o ex-presidente da Blizzard, J. Allen Brack, foi afastado em 3 de agosto. Outros nomes cortados da empresa no mesmo período foram Jesse McCree e Luis Barriga, designer líder e diretor de Diablo 4, respectivamente.

Agora, os membros da Aliança de Funcionários da ABK — Activision Blizzard King — começaram a exigir que o CEO Bobby Kotick fosse substituído por outro profissional escolhido pelos próprios trabalhadores da empresa.

Com informações: The Verge, Engadget.

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Murilo Tunholi

Murilo Tunholi

Ex-autor

Jornalista, atua como repórter de videogames e tecnologia desde 2018. Tem experiência em analisar jogos e hardware, assim como em cobrir eventos e torneios de esports. Passou pela Editora Globo (TechTudo), Mosaico (Buscapé/Zoom) e no Tecnoblog, foi autor entre 2021 e 2022. É apaixonado por gastronomia, informática, música e Pokémon. Já cursou Química, mas pendurou o jaleco para realizar o sonho de trabalhar com games.

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