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Bitcoin despenca pelo quarto dia seguido e chega nos US$ 33 mil

Diante de possíveis proibições na Rússia e Índia e do provável aumento nas taxas de juros, bitcoin (BTC) segue caindo e atinge nova mínima de 2022

Bruno Ignacio

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Até agora, 2022 não está sendo um bom ano para o bitcoin (BTC). Desde seu último recorde de quase US$ 69 mil registrado em novembro, a principal criptomoeda do mercado já perdeu mais da metade de seu valor. Nesta segunda-feira (24), o preço do ativo despencou pelo quarto dia seguido e atingiu a casa dos US$ 33 mil, o mais baixo desde julho de 2021.

Bitcoin despenca (Imagem: Hawksky/Pixabay)
Bitcoin despenca (Imagem: Hawksky/ Pixabay)

Como sempre, o bitcoin não está sozinho nesta onda de desvalorização. A maioria das principais criptomoedas do mercado também seguem em queda. Dados do CoinMarketCap mostram que a capitalização total das moedas digitais caiu para US$ 1,5 trilhão, metade do valor recorde de US$ 3 trilhões registrado em novembro do ano passado.

O preço do bitcoin atingiu sua nova mínima de 2022 no final desta manhã, sendo negociado por US$ 33.233. Isso representa uma queda de aproximadamente 8% nas últimas 24 horas e de mais de 20% ao longo deste ano.

Preço do bitcoin dos últimos sete dias (Imagem: Reprodução/ CoinMarketCap)
Preço do bitcoin dos últimos sete dias (Imagem: Reprodução/ CoinMarketCap)

Já o ether (ETH), criptomoeda nativa da rede Ethereum e segunda de maior valor de mercado, caiu ainda mais de ontem para hoje, perdendo 12% de valor e sendo negociado pelo mínimo de US$ 2.172. Estamos falando de uma desvalorização de mais de 30% somente neste mês de janeiro.

O mercado de criptomoedas começou 2022 com grandes dificuldades. Mesmo sem nenhuma notícia bombástica, os preços não param de cair. Os motivos para isso ainda são incertos, mas alguns fatores certamente estão influenciando negativamente o desempenho desses ativos digitais.

Por que as criptomoedas estão caindo?

As principais economias do mundo continuam sua jornada para a regulamentação, monitoramento e, em alguns lugares, a proibição do uso, negociação e mineração de criptomoedas. Aparentemente, os investidores estão ficando apreensivos com as moedas digitais e outros ativos mais voláteis desde que o Federal Reserve dos EUA (Fed) sinalizou que pode revogar algumas políticas de estímulo econômico de forma mais agressiva do que o esperado.

China vem apertando proibições sobre bitcoin e outras criptomoedas (Imagem: QuoteInspector/ Flickr)
China, Rússia e Índia vêm apertando proibições sobre bitcoin e outras criptomoedas (Imagem: QuoteInspector/ Flickr)

Além disso, múltiplos governos do mundo todo indicam um provável aumento nas taxas de juros. Assim, as criptomoedas, voláteis como são, estão perdendo espaço como investimento, enquanto outras aplicações de renda fixa voltam a chamar a atenção.

Na última quinta-feira, a Reuters revelou que o banco central da russo propôs a proibição sobre o uso e mineração de criptomoedas no país. Atualmente, a Rússia é uma das principais nações na mineração de moedas digitais, mas Moscou acredita esses ativos podem representar uma ameaça à estabilidade financeira do país. A China tomou a mesma postura proibicionista no ano passado e causou um grande impacto no mercado cripto global.

Outros países também estão flertando com essas ideias. Em novembro, a Índia disse que estava se preparando para apresentar um projeto de lei que regulamentaria as moedas digitais, embora ainda não se saiba muito sobre essa proposta. No início desta semana, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que a cooperação global é necessária para enfrentar os problemas causados ​​pelas moedas digitais.

Com informações: CNN