Final Fantasy 7 faz 25 anos: saiba por que ele é tão bom, e veja onde jogar

Final Fantasy 7 completa 25 anos carregado de história, boas vendas, spin-offs e até continuações que saíram em outras mídias

Felipe Vinha
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Era 31 de janeiro de 1997 quando Final Fantasy 7 chegou ao mundo, pela primeira vez, no Japão, via PlayStation. O game de RPG da Square Enix, na época Squaresoft, completa 25 anos e já vendeu mais de 13 milhões de cópias no mundo todo, rendeu spin-offs, continuações, remake e até filme. O jogo é considerado um dos melhores de toda a série graças a um elenco carismático e por conta da sua importância quando saiu pela primeira vez, “mudando de casa”.

Cloud, protagonista de Final Fantasy 7 (Imagem: Divulgação/Square Enix)

Quando Final Fantasy 7 foi anunciado para o PlayStation, a Internet teria quebrado, se ela existisse como é hoje. Até então, Final Fantasy era um game exclusivo da Nintendo e havia sido lançado em consoles como NES e Super Nintendo, desde sua estreia. Mudar de plataforma era impensável, mas aconteceu.

O Nintendo 64 já existia, mas a Sony se provou mais tentadora para os planos da Squaresoft, que resolveu mudar de casa e usar todo o poder do PlayStation, e seu leitor de CDs, para construir um jogo ambicioso, com cenas de computação gráfica que marcaram gerações, gráficos 3D, ambientes pré-renderizados de alta qualidade, além de trilha sonora de arrepiar.

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O trailer original de Final Fantasy 7

Com o sucesso, Final Fantasy 7 chegou ao ocidente meses depois, em 7 de setembro nos EUA, com sua primeira tradução para o inglês. O jogo vinha em uma caixa com três discos e juntos eles formavam a história completa – era necessário trocar de disco, quando o game pedisse, para continuar a aventura.

O que faz de Final Fantasy 7 tão bom?

Final Fantasy 7 surpreendeu por ser o primeiro com gráficos 3D. Só isso já mostrou o que a série se tornaria, após seis títulos principais serem lançados no plano 2D e com o estilo de sprites super deformados. Dali para a frente foi só evolução e o game representou o primeiro passeio nesta sequência.

Além disso, sua história também tem momentos dignos de enredos grandiosos. Há uma tema ambiental bem forte, já que o jogador inicialmente controla um grupo de mercenários que lutam contra a grande corporação que está destruindo o planeta. Críticas políticas e sociais estão ácidas aqui, para quem acha que política e videogames jamais se misturaram.

Rivalidade de Cloud e Sephiroth é ponto alto em Final Fantasy 7 (Imagem: Divulgação/Square Enix)

O herói, Cloud, e o vilão, Sephiroth, estão entre alguns dos mais populares antagonismos dos games, rivalizando com outras brigas famosas – novamente, graças ao carisma dos personagens e também ao design arrojado e moderno, em sua época, criado pelo lendário Tetsuya Nomura, hoje responsável por outras obras marcantes, como Kingdom Hearts.

As continuações e spin-offs

Final Fantasy 7 cresceu tanto que se tornou uma série por si só, de destacando da saga principal. Vale lembrar que os games da marca Final Fantasy não se conectam entre si, possuem apenas elementos em comum, como monstros e magias, por exemplo. Mas há casos em que os games rendem continuações avulsas e jogos derivados, foi o que aconteceu por aqui.

Os games em ordem cronológica são:

  • Crisis Core: Final Fantasy 7 (PSP)
  • Final Fantasy 7 (PSOne)
  • Dirge of Cerberus: Final Fantasy 7 (PS2)
Dirge of Cerberus: continuação de Final Fantasy 7 (Imagem: Square Enix/Divulgação)

Depois disso, o filme Final Fantasy 7: Advent Children, lançado em 2005 e disponível em mídia física, continua os fatos da saga, inclusive elementos que foram narrados em Dirge of Cerberus, e conclui a história de Cloud.

Em 2020 o game original ganhou um remake para o PS4, Final Fantasy 7 Remake. Ele conta uma pequena parte da história original e prevê continuar a saga, com capítulos adicionais. O Remake também ganhou versões posteriores no PS5 e PC.

Além destes jogos, há outros lançados no celular, que são Before Crisis: Final Fantasy 7 e Final Fantasy 7 G-Bike, mas que não fazem parte da cronologia principal ou não foram lançados no ocidente. Há ainda um game Battle Royale, First Soldier, disponível no mundo todo. Além disso, a Square Enix também pretende lançar, ainda em 2022, Final Fantasy 7: Ever Crisis, que será um remake em formato mobile.

Onde jogar Final Fantasy 7 hoje?

Se você quiser comemorar, saiba onde é possível jogar Final Fantasy 7, saiba que ele está disponível para PC no Steam, celulares, Nintendo Switch, além de poder ser comprado nos Xbox e também PS4 – compatível com o PS5.

O Final Fantasy 7 original ainda é um grande jogo (Imagem: Divulgação/Square Enix)

O remake pode servir para apresentar a saga a novos jogadores, mas nada vai substituir a sensação do original e o charme dos “gráficos em blocos” que envelheceram um pouco mal nos dias de hoje, mas que traduzem bastante o que era revolucionário no ano de 1997.

O futuro da saga

Para comemorar a data dos 25 anos de Final Fantasy 7, a Square Enix divulgou uma carta aos fãs, onde agradece a todos os apoios aos games existentes e que promete novidades para breve.

Se tudo correr de acordo com os planos, a empresa garante que vai divulgar os primeiros detalhes oficiais da continuação de Final Fantasy 7 Remake ainda este ano. Além disso, a carta menciona “outros projetos” com a marca, que ainda não foram anunciados. A carta pode ser lida neste link, apenas em inglês.

Felipe Vinha

Ex-autor

Felipe Vinha é jornalista com formação técnica em Informática. Já cobriu grandes eventos relacionados a jogos, como a E3, BlizzCon e finais mundiais de League of Legends. Em 2021, ganhou o Prêmio Microinfluenciadores Digitais na categoria entretenimento. Foi autor no Tecnoblog entre 2020 e 2022, escrevendo principalmente sobre games e entretenimento. Passou pelos principais veículos do ramo, e também é apresentador especializado em cultura pop.

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