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Atendendo Gol e iFood, startup de crédito de CO2 recebe aporte de US$ 10 milhões

Moss.earth oferece créditos de carbono em blockchain no formato do token MCO2; startup brasileira atende Gol, iFood, Hering e outros

Bruno Ignacio

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A Moss.earth, empresa brasileira autonomeada “climatech” e focada em soluções ambientais em blockchain, oferece créditos de CO2 no formato de token para suprir a necessidade de companhias de compensação de carbono, atendendo a Gol e o iFood, por exemplo. Nesta quarta-feira (2), a startup anunciou um aporte de Série A de US$ 10 milhões, liderada pela SP Ventures e Acre Venture Partners.

Bitcoin tende a se tornar mais sustentável (Imagem Executium/ Unsplash)
Bitcoin tende a se tornar mais sustentável (Imagem Executium/ Unsplash)

Também participaram a Jive Investments, Flori Ventures (Celo) e The Craftory. O investimento milionário deve acelerar o processo de crescimento da empresa e reforçar a confiança de investidores. A Moss registrou um crescimento de três dígitos por mês ao longo de 2021 e conta com mais de 200 clientes, como: Hering, GOL Linhas Aéreas, AMARO, Bionexo, iFood e Arezzo. Gestoras de investimento dos Estados Unidos, como SkyBridge e One River Asset Management, também são atendidas pela startup brasileira.

Moss.earth oferece token de créditos de carbono

A Moss é considerada uma startup promissora no universo de sustentabilidade, especialmente inovadora no mercado cripto. A brasileira foi a primeira a digitalizar créditos de carbono emitidos por projetos de manejo florestal e conservação ambiental na Amazônia. Para isso, a companhia conta com um token nativo, o MCO2, que equivale a uma tonelada de gás carbônico que deixa de ser emitida na atmosfera.

"Climatech" brasileira quer unir sustentabilidade e blockchain (Imagem: Divulgação/ Moss.earth)
“Climatech” brasileira quer unir sustentabilidade e blockchain (Imagem: Divulgação/ Moss.earth)

No mercado de criptoativos e blockchain, vincular créditos de carbono se tornou algo particularmente importante para a imagem de empresas. Afinal, a mineração de criptomoedas, por exemplo, é conhecida por consumir muita energia e gerar um considerável impacto ambiental. O bitcoin (BTC) e ether (ETH) mantém suas redes funcionando graças a inúmeras máquinas ligadas 24 horas por dia no mundo todo.

Além disso, o token MCO2 é especialmente acessível ao ser o primeiro criptoativo do tipo no Brasil e em toda a América Latina a ser listado em algumas das maiores exchanges do mundo, como Coinbase e Gemini.

“Estamos entusiasmados em acelerar nosso rápido crescimento… Estamos desenvolvendo muitos produtos e serviços significativos da Web 3.0, como a emissão e distribuição de NFTs terrestres da Amazônia e certificação digital de trabalho ambiental, para destravar valor para o planeta e para nossa luta contra as mudanças climáticas… Queremos fazer a contabilidade ambiental e a geração de ativos mais barata, rápida e conveniente”.

Luis Felipe Adaime, fundador e CEO da Moss, em comunicado à imprensa

Através de um modelo de intermediação e curadoria de projetos de conservação da floresta amazônica da Moss, mais de US$ 26 milhões em créditos de carbono foram adquiridos por grandes corporações e pessoas físicas nos últimos 18 meses.

Para Fabricio Tota, diretor de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, exchange de criptomoedas brasileira, “os tokens MCO2 atraíram um novo público, interessado em contribuir para a preservação da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas”. Segundo o executivo, a Moss poderia trazer os incentivos econômicos necessários para acelerar a transição para uma agricultura descarbonizada e preservação florestal na América Latina.