PF faz nova operação sobre “Faraó dos Bitcoins” e prende dona de corretora

Operação Valeta da PF é desdobramento da Operação Kryptos, que investiga pirâmide bilionária de bitcoin da GAS Consultoria: uma pessoa foi presa

Bruno Ignacio
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A Polícia Federal (PF) realizou nesta última quinta-feira (3) a Operação Valeta, a terceira fase da Operação Kryptos, que teve início em agosto de 2021 com a prisão do famoso “Faraó dos Bitcoins”, líder da GAS Consultoria. Desta vez, a PF realizou mais uma prisão, de uma empresária ligada à empresa de Glaidson Acácio dos Santo e à pirâmide financeira bilionária de bitcoin (BTC) de Cabo Frio, RJ.

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GAS Consultoria Bitcoin movimentou R$ 38 bilhões (Imagem: Bermix Studio/ Unsplash)
GAS Consultoria Bitcoin movimentou R$ 38 bilhões (Imagem: Bermix Studio/ Unsplash)

A Operação Valeta foi deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com o GAECO/MPF, como mais um desdobramento das operações Kryptos e Kryptos 2. As investigações focam em desarticular o grupo criminosos que liderava a GAS Consultoria Bitcoin. A empresa de investimentos em criptomoedas sediada em Cabo Frio que se tornou notícia em todo o Brasil ao ser desmascarada como um esquema bilionário de pirâmide financeira.

Na quinta-feira, cerca de vinte policiais federais deram cumprimento a um mandado de prisão preventiva e a cinco mandados de busca e apreensão, nos estados do Mato Grosso do Sul (MS) e São Paulo (SP). Eliane Medeiros de Lima, advogada e empresária que dirigia a corretora CointradeCx, foi presa preventivamente. A PF também foi autorizada a apreender documentos, dinheiro e HDs da suspeita. Carteiras de criptomoedas também poderão ser apreendidas pela polícia.

Empresária intermediava transações da GAS Consultoria

Em comunicado, a PF afirmou que as investigações revelaram que a advogada foi responsável por intermediar movimentações financeiras entre a GAS Consultoria e outras companhias no exterior. Ainda é incerto se a suspeita agia através de sua própria exchange, com sede em Campo Grande (MS), ou se ela realizava as operações por conta própria.

“De acordo com a investigação, uma advogada responsável pela administração de duas empresas sediadas em Campo Grande/MS desenvolvia o papel de intermediar a movimentação financeira entre a principal empresa investigada na Kryptos e empresas estabelecidas no exterior. Conforme foi apurado, a conduta da investigada possibilitou a continuidade das atividades ilícitas desenvolvidas pela referida empresa, mesmo após a deflagração da primeira fase da operação”.

Polícia Federal, em comunicado

As autoridades também constataram que essa atividade de intermediação das movimentações financeiras ilícitas se intensificou após a deflagração da primeira operação e prisão de Glaidson, em agosto de 2021.

Segundo as investigações, esse braço da organização criminosa resultou na criação de uma corretora de criptoativos, possivelmente com o intuito de impedir a ação de bloqueio do dinheiro e posterior confisco dos valores movimentados pelo esquema criminoso. Se condenados, os envolvidos poderão cumprir pena de até 22 anos de reclusão.

Com informações: Portal do Bitcoin, Polícia Federal

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