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Bitcoin sobe novamente para US$ 43 mil e McDonald’s jura que ajudou

McDonald's acredita ter marcado "bottom" do bitcoin (BTC) e ajudado na recuperação. O preço do ativo disparou coincidentemente após um tweet da rede de restaurantes

Bruno Ignacio

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A popular rede de fast-food McDonald’s sugeriu no Twitter que teria sido parcialmente responsável pela mais recente valorização no preço do bitcoin (BTC) após iniciar interações com a comunidade cripto e Elon Musk. Após um prolongado período de baixa, a principal criptomoeda do mercado se recuperou rapidamente ao decorrer dos últimos dias e superou os US$ 43 mil nesta segunda-feira (7).

Restaurante do McDonald’s (Imagem: Visual Karsa/Unsplash)
Restaurante do McDonald’s (Imagem: Visual Karsa/Unsplash)

Dados do CoinMarketCap revelam que o bitcoin saiu da mínima de US$ 37 mil na sexta-feira para atingir hoje seu mais alto preço em duas semanas, de US$ 43,7 mil. A criptomoeda já vinha demonstrado sinais de recuperação neste mês de fevereiro, mas o ritmo de valorização aumentou consideravelmente nos últimos dias.

Preço do bitcoin nos últimos sete dias (Imagem: Reprodução/ CoinMarketCap)
Preço do bitcoin nos últimos sete dias (Imagem: Reprodução/ CoinMarketCap)

É aí que o McDonald’s (supostamente) entra na história. Um usuário no Twitter notou que a repentina alta do ativo digital coincidiu com o início das interações entre a companhia e o mercado de criptomoedas.

McDonald’s teria definido “bottom” do bitcoin

Na sexta-feira, 4 de fevereiro, o McDonald’s sugeriu em seu perfil oficial no Twitter que foi responsável pela repentina alta do bitcoin daquele dia. A moeda digital variou de US$ 37 mil para cerca de US$ 41 mil em menos de 12 horas. Desde o tweet, o ativo segue se valorizando.

Segundo o usuário que apontou a possível relação entre os tweets da empresa e o preço da criptomoeda, o McDonald’s teria marcado o “bottom” do bitcoin quando, no final de janeiro, tweetou: “Como estão as pessoas que administram contas de criptomoedas no Twitter?”. Desde então, a moeda digital retomou seu ritmo de valorização.

No universo cripto, “bottom” é o termo que define o valor mínimo que um ativo digital deve atingir antes de voltar a subir. É uma informação particularmente importante, pois marca o melhor momento de compra para investidores.

Em resposta, o McDonald’s disse apenas: “É porque eu disse wagmi”. Mais um termo nichado, não é? Nesse caso, a palavra significa que se está contente em participar de uma negociação bem-sucedida. Ou seja, a companhia disse estar feliz que (supostamente) ajudou o bitcoin a se recuperar. Claro, não há evidências concretas dessa relação, mas sim uma grande coincidência. O bottom do criptoativo provavelmente seria o mesmo, com ou sem os tweets do McDonald’s.

McDonald’s começa a interagir com mercado cripto

A rede de fast-food começou a interagir esporadicamente, aqui e ali, com a comunidade cripto ao longo das últimas semanas. O pouco que o perfil oficial do McDonald’s falou na rede social já rendeu algumas histórias bizarras. Naturalmente, Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, também faz parte dessa curiosa narrativa.

No final de janeiro, uma piada entre o bilionário e o McDonald’s no Twitter causou o surgimento de uma criptomoeda meme, inspirada no popular personagem roxo das propagandas da rede de fast-food. Na época, Musk sugeriu que a empresa passasse a aceitar dogecoin (DOGE) como pagamento por seus lanches.

O McDonald’s respondeu que acataria ao pedido, mas somente se a Tesla começasse a aceitar a “Grimace Coin”, uma moeda digital que não era real (ainda). Claro, não demorou para que desenvolvedores anônimos realmente criassem a memecoin, que acabou subindo 285.000% em seu pico.