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Call of Duty no Switch? Microsoft quer que franquia seja “novo Minecraft”

Microsoft vai manter Call of Duty como franquia multiplataforma para que todos os jogadores vejam as inovações feitas pela empresa

Murilo Tunholi

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A Microsoft revelou seus planos em relação ao futuro da série Call of Duty e das demais franquias da Activision Blizzard em outras plataformas, além do Xbox. Em entrevista à CNBC, na última quarta-feira (9), o presidente da empresa, Brad Smith, não só confirmou que vai manter os jogos no PlayStation, como também disse querer levar os shooters ao Nintendo Switch. Para ele, CoD pode ser o “novo Minecraft”.

Call of Duty: Vanguard (Imagem: Divulgação/Activision)
Call of Duty: Vanguard (Imagem: Divulgação/Activision)

Aos olhos da Microsoft, a aquisição da Activision Blizzard é bastante parecida com a compra da Mojang — realizada em 2014 por US$ 2,5 bilhões. Apesar de fazer parte da Xbox Game Studios, a Mojang continua lançando jogos de Minecraft para outras plataformas, incluindo o mais recente Minecraft Dungeons, de 2020.

Com essa estratégia, a Microsoft consegue usar a série Minecraft para atrair jogadores de outros consoles para o ecossistema do Xbox aos poucos. Na entrevista à CNBC, ao comentar sobre a aquisição da Mojang, Smith falou o seguinte:

“Essa fusão [com a Mojang], na minha opinião, é um indicador claro do que esperamos fazer se adquirirmos a Activision Blizzard. Invista ainda mais em inovações, leve-as a mais pessoas, leve-as a mais plataformas e torne-as ainda mais úteis e agradáveis para as pessoas que as usam”.

Brad Smith, presidente da Microsoft.

É provável que a mesma coisa aconteça com as franquias da Activision Blizzard. Call of Duty, Overwatch, World of Warcraft, Diablo e mais séries de sucesso vão continuar sendo lançadas em várias plataformas ao mesmo tempo. Assim, a Microsoft consegue mostrar a todos os jogadores o potencial da empresa de cuidar bem das suas propriedades.

A lógica é simples: a Microsoft quer fazer os jogadores concluírem que, se a empresa consegue aumentar a qualidade de games multiplataforma, então o resultado deve ser ainda melhor em exclusivos. Por isso, faz sentido manter as franquias gigantes da Activision Blizzard em vários lugares, além do Xbox.

Call of Duty pode chegar até mesmo ao Switch

Já sabíamos que próximos jogos de Call of Duty iriam continuar saindo para PS4 e PS5. Porém, Smith declarou ter planos de levar tanto a franquia de shooters quanto outros games da Activision Blizzard até mesmo ao Nintendo Switch.

“Gostaríamos de trazê-lo [Call of Duty] para os dispositivos da Nintendo. Gostaríamos de trazer os outros títulos populares que a Activision Blizzard tem e garantir que eles continuem disponíveis no PlayStation, [e] que fiquem disponíveis para Nintendo”.

Brad Smith, presidente da Microsoft.

Fusão entre as empresas ainda precisa ser aprovada

Vale mencionar que os planos de Smith estão apenas no campo das ideias, pelo menos até a fusão entre as empresas ser oficializada, na metade de 2023. Contudo, esclarecer a futura estratégia da companhia é uma forma de não só acalmar a comunidade de jogadores, como também evitar possíveis problemas com órgãos reguladores no processo de aquisição.

A Comissão Federal de Comércio e a Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA estão avaliando o acordo entre Microsoft e Activision Blizzard para ver se há chance da fusão prejudicar o mercado ou os consumidores. Nesse caso, os comentários de Smith podem mostrar que a Microsoft não pretende monopolizar franquias, facilitando a aprovação da fusão.

Estratégia da Microsoft faz sentido e é bem promissora

Apesar de estar investindo muito dinheiro na compra de estúdios e holdings de videogames, a Microsoft parece ter estratégias distintas para cada aquisição. Por exemplo, faz sentido a Bethesda lançar Starfield — um jogo inédito no mercado — como exclusivo do Xbox, com objetivo de atrair novos assinantes para o Game Pass.

Call of Duty, por outro lado, é uma franquia multiplafatorma há quase 20 anos. Tirar a série do PlayStation do nada não é a melhor escolha, até porque a maior parte da base instalada de jogadores de CoD está nos consoles da Sony. Agora, sim, a estratégia da Microsoft faz sentido, podendo ainda beneficiar tanto a empresa quanto a comunidade ao mesmo tempo.

Caso os planos de Smith se tornem realidade, a Microsoft terá poder de fogo suficiente para dominar o mercado de games com franquias de peso e serviços bastante populares, como os Xbox Game Pass e Cloud Gaming. A Sony precisa acordar, se não quiser ficar comendo poeira.

Com informações: The Verge, Eurogamer.