Sem emprego? LinkedIn cria campo no perfil para explicar pausas na carreira

Novo recurso ajuda a colocar no LinkedIn os motivos de ter ficado sem emprego, como demissão em massa, problemas de saúde e transição de carreira

Giovanni Santa Rosa
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Um dos melhores jeitos de conseguir uma boa vaga é mostrar sua experiência. Porém, se você já ficou um tempo sem emprego, pode ser difícil explicar isso antes que os recrutadores descartem seu currículo. O LinkedIn vai tentar ajudar quem sofre com essa questão. A rede social permitirá explicar melhor o que você fez entre um cargo e outro.

Aplicativo do LinkedIn (Imagem: StockSnap/Pixabay)
Aplicativo do LinkedIn (Imagem: StockSnap/Pixabay)

O novo recurso permite inserir “career breaks” (ou “pausas na carreira”, em tradução livre) na seção de experiência do perfil. Além disso, é possível explicar melhor os motivos daquela pausa e o que você fez no período.

Na imagem de exemplo compartilhada pelo LinkedIn, o usuário fez uma pausa na carreira por motivos de saúde e bem-estar. Na descrição, ele explica que precisou concentrar suas energias em reconstruir a saúde mental e encontrar inspiração.

A rede social acrescenta que outras opções para o campo incluem demissões em massa, transições de carreira, viagens e períodos de luto.

Novo campo explica pausa na carreira em meio a experiências profissionais
Novo campo explica pausa na carreira em meio a experiências profissionais (Imagem: Divulgação/LinkedIn)

“Nossa meta é dar espaço para as pessoas compartilharem mais informações e contexto sobre como essas experiências as ajudaram a desenvolver habilidades úteis na vida e no trabalho”, diz Camilla Han-He, gerente de produto sênior no LinkedIn, à Cnet.

Pausas na carreira são mais comuns entre mulheres

O recurso para explicar pausas na carreira estará disponível para todos os usuários, mas deve atender melhor um público específico: as mulheres. Segundo a rede social, esses momentos são mais comuns entre elas.

Cerca de 67% dos posts sobre o assunto no LinkedIn em janeiro foram de mulheres. Além disso, 64% das mulheres já ficaram um tempo afastadas do exercício de sua profissão, segundo uma pesquisa realizada pela rede social no mundo todo durante o mesmo mês.

Não é a primeira vez que o LinkedIn observa esse público e essa demanda.

Mulher trabalhando
Mulher trabalhando (Imagem: Christin Hume/Unsplash)

Em abril de 2021, a rede social criou o título “stay-at-home mom”, termo em inglês parecido com o nosso “dona de casa”, para ser usado no campo de emprego do perfil.

A medida foi tomada pensando nas 2,5 milhões de mulheres que deixaram seus empregos nos EUA desde o início da pandemia de COVID-19, voluntariamente ou por demissões em massa, e assumiram tarefas domésticas, como cuidar dos filhos e ajudá-los no ensino remoto.

O termo também tinha as versões masculina e neutra “stay-at-home dad” e “stay-at-home parent”.

Naquela época, a empresa já prometia adicionar novas formas de descrever essas lacunas na experiência profissional, como “licença parental”, “cuidar da família” e “período sabático”.

Por mais medo que essa questão cause em quem está procurando emprego, o LinkedIn tranquiliza: nas pesquisas feitas pela rede, 79% dos contratantes declararam que escolheriam um candidato com uma lacuna na experiência em seu currículo.

Com informações: Cnet.

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