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LimeWire, serviço de compartilhamento de arquivos, está voltando (com NFTs)

Criadores do LimeWire querem aproveitar a fama do serviço construída nos anos 2000 para retornar como um grande mercado de NFTs

Murilo Tunholi

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O LimeWire era um serviço muito famoso nos anos 2000 que permitia compartilhar arquivos pela internet, incluindo músicas. Após ficar esquecido por muitos anos, o programa está se preparando para voltar. Em relação à ferramenta original, porém, essa nova versão terá função bastante diferente e controversa: comercializar NFTs.

LimeWire está voltando como um mercado de NFTs (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)
LimeWire está voltando como um mercado de NFTs (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Com relançamento previsto para maio deste ano, o LimeWire está se definindo como um “mercado de colecionáveis digitais de arte e entretenimento, inicialmente com foco em música, pronto para se tornar mainstream”.

A plataforma também quer colaborar com cantores famosos para espalhar a notícia de que o LimeWire está de volta.

Os criadores da plataforma acreditam que o programa deve ser usado por artistas e fãs que queiram criar tokens sem os “obstáculos técnicos do cenário atual de NFTs”. Com foco em atender aos usuários iniciantes no mundo de tokens não fungíveis, a meta para o primeiro ano do serviço é ter um milhão de possíveis compradores cadastrados.

Segundo os criadores do LimeWire, a função de mercado de NFTs vai simplificar o processo de lidar com criptomoedas, oferecendo registro simples, preços convertidos em dólares e opção de pagamento direto no cartão de crédito.

Essa nova versão do LimeWire está sendo desenvolvida pelos irmãos Julian e Paul Zehetmayr — que não são os criadores originais da plataforma. Eles querem aproveitar a fama do aplicativo construída nos anos 2000 para retornar ao mercado de maneira legalizada e voltar a fazer sucesso.

Vale lembrar que a popularidade do LimeWire era uma faca de dois gumes. O programa tinha premissa excelente ao permitir o compartilhamento de arquivos via P2P, mas facilitava a pirataria, principalmente de músicas infectadas com malwares.

É provável que os irmãos Zehetmayr queiram mudar a imagem da plataforma para que isso não aconteça de novo.

Não sei se os criadores da plataforma sabem, mas NFTs não têm sido muito bem vistos ultimamente. Inclusive, há um novo problema perturbando as gravadoras: pirataria de músicas via NFT. Não querendo agourar desgraças, mas o clássico compartilhador de arquivos pode virar piada, após tantos anos de glória.

Com informações: Engadget.