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Telegram vai monitorar canal de Bolsonaro e 100 outros perfis no Brasil

Para continuar funcionando no Brasil, Telegram deleta posts do canal oficial do presidente Jair Bolsonaro que compartilhavam desinformação

Murilo Tunholi

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O Telegram começou a colocar em práticas as medidas exigidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para continuar funcionando no Brasil. Uma das obrigações é monitorar os 100 canais mais populares da plataforma, incluindo o do presidente Jair Bolsonaro. Aliás, em menos de 24 horas desde o início das operações, o aplicativo já deletou pelo menos um post de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro (imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Jair Bolsonaro (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O canal do atual presidente do Brasil é um dos maiores do país. Com mais de 1 milhão de inscritos até o momento, o espaço é usado pelo político para compartilhar ações do governo e outras mensagens diretamente com os assinantes.

No último final de semana, o Telegram analisou o conteúdo do canal e removeu postagens que violavam os temos de uso da plataforma.

Um dos posts deletados de Jair Bolsonaro, datado de agosto de 2021, contava com links que levavam a um inquérito sigiloso sobre uma tentativa de ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No lugar da publicação original, o Telegram colocou um aviso, informando somente que “esta mensagem não pôde ser exibida por violar a legislação local”.

Publicação deletada do presidente Jair Bolsonaro no Telegram (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Telegram deve obedecer a várias exigências do STF

O monitoramento do canal de Jair Bolsonaro e dos outros 100 mais populares no Brasil é apenas uma das exigências do STF. Vale lembrar que o Telegram chegou ser banido do país, na última sexta-feira (18), por não responder às tentativas de contato realizadas pela Polícia Federal, no passado.

O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, suspendeu o bloqueio do aplicativo no domingo (20), após o “atendimento integral das decisões proferidas em 17/3/2022 e 19/3/2022”. Uma dessas decisões, aliás, incluía a derrubada o canal do bolsonarista Allan dos Santos.

Além ter aplicado medidas em canais específicos, o Telegram ainda elegeu um representante legal no Brasil — o advogado especializado em privacidade digital Alan Campos Elias Thomaz —, fez parcerias com agências de checagem e mudou regras do serviço para evitar o disparo de fake news.

A plataforma também prometeu acompanhar de perto a mídia brasileira, promover informações verificadas, restringir a capacidade de postagem de usuários banidos por espalharem desinformação e refinar estratégias de moderação de conteúdo, conforme a legislação brasileira.

CEO do Telegram fala sobre bloqueio do mensageiro

Em seu canal oficial, o CEO do Telegram, Pavel Durov, se manifestou sobre o caso. Na mensagem, ele se desculpou pela demora em responder às exigências anteriores do STF. O cofundador do mensageiro ainda alegou ter havido uma “falha de comunicação”.

Com informações: Supremo Tribunal Federal, Mobile Time, Poder360.