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The Witcher terá novo jogo produzido em engine diferente de Cyberpunk 2077

Em vez de usar a problemática REDengine, CD Projekt Red vai produzir o novo The Witcher em um motor gráfico diferente (e isso pode ser muito bom)

Murilo Tunholi

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A saga The Witcher vai ganhar uma continuação em breve. A CD Projekt Red confirmou, nesta segunda-feira (21), o início do desenvolvimento do próximo capítulo da série de RPGs em mundo aberto. Para produzir esse novo jogo, contudo, a empresa vai aposentar a REDengine — usada para criar The Witcher 3 e Cyberpunk 2077 — e adotar a Unreal Engine 5 como motor gráfico.

Novo jogo da série The Witcher está em produção (Imagem: Divulgação/CD Projekt Red)

A decisão de usar a Unreal Engine 5 para desenvolver o novo The Witcher surgiu como fruto de uma parceria entre a CD Projekt Red e a Epic Games, criadora do motor gráfico. Essa mudança de engine deve beneficiar muito a produtora polonesa por um simples motivo: o jogo pode ser lançado com menos bugs e adiamentos que seus antecessores.

A CD Projekt Red usava a REDengine desde 2011. O primeiro jogo desenvolvido com a ferramenta foi The Witcher 2: Assassins of Kings. Desde então, o motor gráfico serviu como base para criar outros títulos da produtora, como The Witcher 3: Wild Hunt e Cyberpunk 2077.

Tanto The Witcher 3 quanto Cyberpunk 2077 apresentaram muitos problemas técnicos nos primeiros meses, após suas estreias nos PCs e consoles. Apesar de diferentes, as falhas em ambos os jogos eram causadas, na maior parte do tempo, pelo mesmo motivo — a problemática REDengine.

Além disso, os dois games tiveram histórias parecidas envolvendo longos adiamentos antes de serem lançados, assim como dezenas de atualizações posteriores para consertar bugs. Esses problemas poderiam se repetir no novo The Witcher, se CD Projekt Red continuasse usando a REDengine.

Unreal Engine 5 pode facilitar a vida de todo mundo

Com a Unreal Engine 5, por outro lado, a produção do novo The Witcher deve ser bem menos turbulenta. Inclusive, isso pode evitar que os desenvolvedores façam crunch — prática comum na indústria games em que profissionais fazem muitas horas extras para entregar projetos no prazo, desgastando corpo e mente no processo.

Devido ao apoio técnico da Epic Games, é provável que possíveis bugs sejam resolvidos com muito mais agilidade. A troca de motor gráfico ainda deve diminuir a diferença entre os futuros trailers de anúncio do jogo e o produto final, permitindo à CD Projekt Red entregar as promessas que fizer.

Por enquanto, ainda não existem jogos completos criados na Unreal Engine 5. Porém, a demo de The Matrix Awakens mostra o potencial do motor gráfico de criar ambientes tão realistas que parecem filmes com atores reais. Se tudo der certo, o novo The Witcher pode se tornar referência em qualidade gráfica para mundos abertos.

Até lá, vamos torcer para que a CD Projekt Red não repita os mesmos erros que cometeu com The Witcher 3 e Cyberpunk 2077.