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Compra da Oi Móvel por Claro, TIM e Vivo será oficializada na próxima semana

Negócio da Oi Móvel terá conclusão em 20 de abril; sem celular, Oi foca em fibra óptica e quer que rede neutra alcance 32 milhões de domicílios até 2025

Lucas Braga
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A Oi Móvel foi vendida para Claro, TIM e Vivo em leilão realizado em dezembro de 2020, mas só agora que o negócio será oficializado. O trio notificou a Oi e marcaram o fechamento da transação e assinatura para o dia 20 de abril de 2022. As compradoras terão até 18 meses para fazer toda a migração.

Oi Móvel foi vendida para Claro, TIM e Vivo
Oi Móvel foi vendida para Claro, TIM e Vivo (Imagem: Guilherme Reis / Tecnoblog)

Por se tratar de uma empresa muito grande e com elevado grau de importância no setor, o processo de venda da Oi Móvel foi longo e delicado. Órgãos como Anatel e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) precisaram dar o aval para que Claro, TIM e Vivo possam assumir a quarta operadora. O chamado closing do negócio é importante por oficializar de fato a transação.

A Oi deve receber cerca de R$ 16,5 bilhões pelo braço de telefonia móvel e contratos de capacidade. A maior parcela é da TIM, que arcará com R$ 7,3 bilhões e receberá 40% da base de clientes. A segunda maior fatia é da Vivo, equivalente a R$ 5,5 bilhões, seguida pela Claro, que pagará R$ 3,7 bilhões.

A conclusão do negócio não significa que todos os clientes serão transferidos imediatamente para a operadora compradora. A Anatel estabeleceu que as compradoras têm prazo máximo de 18 meses para a migração completa.

Até agora, a TIM foi a única empresa que detalhou o processo de transição. A operadora italiana espera que toda a base oriunda da Oi Móvel consiga se conectar na nova rede em até três meses da oficialização do negócio.

Os dados de fevereiro Anatel mostram que a Oi respondia por 16,4% de todo o mercado de telefonia celular brasileiro, com cerca de 42,1 milhões de linhas. A maioria dos clientes está no pré-pago, enquanto o pós-pago (que tem preços maiores e gera mais receita) representa 40% dos acessos.

O que dizem as operadoras

As operadoras divulgaram fato relevante ao mercado, com exceção da Claro que não possui capital aberto no Brasil.

A Vivo informou que a compra da Oi Móvel “traz benefícios aos acionistas da Companhia através da aceleração de crescimento e geração de eficiências em virtude de sinergias operacionais, bem como aos clientes, em decorrência da melhoria na experiência de uso e qualidade do serviço prestado”.

A TIM descreveu que o negócio permitirá que a transação define “um novo equilíbrio de infraestrutura entre as três principais concorrentes do setor, mantendo um alto grau de rivalidade setorial”. Em comparação com Claro e Vivo, a operadora italiana detém menor quantidade de espectro.

Já a Oi informou que, por conta da conclusão do negócio, a operadora iniciará uma oferta pública para recompra de US$ 880 milhões de títulos de dívidas com vencimento em 2026. A operadora havia garantido recomprar os títulos após conclusão da venda da unidade móvel.

Vivo e TIM também informaram que irão fazer uma teleconferência para apresentar ao mercado os efeitos da transação. As datas ainda não foram divulgadas, mas os eventos estarão disponíveis no site de relações com investidores de cada empresa.

Tecnocast 229 – Tudo que você precisa saber sobre a venda da Oi Móvel

O leilão pode ter acontecido em dezembro de 2020, mas a venda da Oi Móvel só foi autorizada agora, em fevereiro de 2022. Com isso, os clientes de telefonia móvel da empresa serão divididos entre o trio restante de operadoras nacionais: Claro, TIM e Vivo. O Brasil perde mais um player nesse segmento do mercado.

Nesse episódio contamos essa história bem lá do início. Por que a Oi Móvel precisou ser vendida? Como fica a concorrência no setor de telefonia móvel brasileiro com apenas três grandes operadoras? E, para os clientes da Oi, como serão as coisas daqui para frente? Para entender toda essa situação, dá o play e vem com a gente!

Lucas Braga

Autor especializado em telecom

Lucas Braga é analista de sistemas que flerta seriamente com o jornalismo de tecnologia. Com mais de 10 anos de experiência na cobertura de telecomunicações, lida com assuntos que envolvem as principais operadoras do Brasil e entidades regulatórias. Seu gosto por viagens o tornou especialista em acumular milhas aéreas.

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