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Roubo em Axie Infinity: US$ 6 milhões são resgatados da Coreia do Norte

Rede Ronin, do Axie Infinity, foi roubada em US$ 620 milhões em criptomoedas; FBI acredita que Coreia do Norte esteja por trás do ataque para financiar armas nucleares

Bruno Ignacio

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Considerado um dos maiores roubos de criptomoedas da história, o Axie Infinity perdeu US$ 620 milhões após um ataque de hackers apoiados pelo governo da Coreia do Norte. Agora, US$ 6 milhões dos fundos levados, que poderiam ser usados para financiar armas nucleares, foram recuperados pela Binance, conforme divulgado pelo CEO da exchange nessa sexta-feira (22).

Axie Infinity, banner promocional (Imagem: Divulgação)
Axie Infinity, banner promocional (Imagem: Divulgação)

No Twitter, Changpeng Zhao, líder da maior corretora de criptoativos do mundo, anunciou a apreensão de quase US$ 6 milhões que foram roubados dos cofres da Sky Mavis, desenvolvedora do Axie Infinity, no final de março.

“O grupo de hackers da RPDC (República Popular Democrática da Coreia) começou a transferir seus fundos roubados da rede do Axie Infinity hoje. Parte disso foi para a Binance, espalhada por mais de 86 contas. US$ 5,8 milhões foram recuperados”, escreveu ele em um tweet.

O CEO da Binance não chegou a especificar nenhum nome vinculado às dezenas de contas potencialmente envolvidas com o ataque ao blockchain Ronin Network. No entanto, investigações do FBI apontaram na semana passada que os hackers norte-coreanos estão ligados ao grupo Lazarus, apoiado pelo governo da Coreia do Norte.

Além de se tratar de um dos maiores roubos de criptoativos da história, à invasão à rede do Axie Infinity tomou proporções ainda mais graves. A Coreia do Norte já carrega um histórico envolvendo outras invasões similares e autoridades americanas acreditam fortemente que alguns grupos de hackers estão atuando com o apoio do governo norte-coreano.

Um dos objetivos seria obter recursos driblando as sanções impostas sobre o país através do roubo de criptomoedas, que podem então ser camufladas e lavadas por diversos meios para dificultar seu rastreio no blockchain.

No entanto, se o dinheiro fosse realmente destinado ao governo norte-coreano, provavelmente também seria usado para financiar seu programa de armamentos nucleares.

Apreensão diminui recursos para programa nuclear

Na semana passada, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra uma carteira Ethereum pertencente ao grupo Lazarus.

Bandeira da Coreia do Norte em Pyongyang (Imagem: stephan/Flickr)
Bandeira da Coreia do Norte em Pyongyang (Imagem: stephan/Flickr)

Ao mesmo tempo, as Investigações do FBI identificaram ao menos uma carteira digital associada à invasão da Ronin Network e ao roubo de 173,6 mil ether (ETH) dos cofres da organização descentralizada (DAO) e da desenvolvedora Sky Mavis, responsáveis pelo Axie Infinity.

As empresas de análise de blockchain Elliptic e Chainalysis confirmaram então que o endereço em blockchain sancionado pelo Tesouro dos EUA era idêntico ao usado na invasão à rede Ronin.

A Elliptic estimou que 14% dos fundos roubados já foram lavados, enquanto outros US$ 9,7 milhões estavam em carteiras intermediárias em preparação para a lavagem. Não sabemos se os US$ 6 milhões recuperados estavam em uma dessas carteiras. O montante pode ser pequeno comparado aos US$ 620 milhões levados, mas ainda diminui os recursos que a Coreia do Norte poderia usar para financiar armas nucleares.

“Muitos analistas acreditam que os criptoativos roubados pelo Lazarus Group são usados ​​para financiar os programas de mísseis nucleares e balísticos do Estado”, afirmou a Elliptic em relatório divulgado na semana passada.

A Binance segue trabalhando para ajudar a recuperar os recursos roubados e aliviar as consequências da invasão. No início deste mês, a corretora liderou uma rodada de financiamento de US$ 150 milhões para restaurar alguns dos fundos roubados no hack, disse a Sky Mavis em comunicado.

Com informações: Business Insider