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Xiaomi reforça segurança, mas não quer ser conhecida por “celular do Pix”

Procura por segundo smartphone cresceu desde o fim de 2021, reconhece Xiaomi; marca destaca recursos de aparelhos mais caros

Giovanni Santa Rosa
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Os relatos de roubos de celulares e transações não autorizadas levaram algumas pessoas a comprar um “celular do Pix”. Basicamente, é um aparelho para concentrar todos os apps de bancos e ficar em casa. Por ser secundário e cumprir apenas tarefas básicas, ele pode ser um modelo barato. A Xiaomi notou a procura, mas ela não quer ficar conhecida por esse título.

Xiaomi Redmi Note 11 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Redmi Note 11 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

“Pudemos acompanhar esse movimento de procura por um segundo smartphone desde o fim do ano passado”, diz Luciano Barbosa, head do projeto Xiaomi no Brasil. “Não queremos gerar fluxo de venda de smartphones para ser apenas o aparelho do Pix.”

Para refutar essa associação, a marca divulgou que seus aparelhos contam com um recurso que bloqueia apps específicos.

O recurso fica nas configurações, no item “Apps”, depois em “Bloqueio de Apps” e, por fim, em “Apps Ocultos”. O usuário pode escolher quais aplicativos serão protegidos. Para acessá-los, é preciso usar uma senha (que não precisa ser a mesma do aparelho) ou outra biometria.

Xiaomi quer atenção para aparelhos premium

Marca nenhuma quer ser vista como a mais barata ou a que serve só para quebrar um galho. A estratégia é reforçar que os smartphones Xiaomi podem ser seu aparelho principal fora de casa, com apps de banco e tudo.

É meio absurdo dizer que um smartphone pode ser usado fora de casa, né? Mas infelizmente isso virou uma questão nos últimos tempos.

A linha Redmi Note 11, da foto ali em cima, é um exemplo. Lançada no Brasil em abril de 2022, ela traz itens como câmera quádrupla, tela AMOLED de 90 Hz e carregamento rápido. Os preços começam em R$ 2.600.

“Além da segurança proporcionada pela praticidade encontrada na interface exclusiva da Xiaomi, os usuários continuam com a facilidade de ter em mãos o aparelho para fazer transações ou pagamentos de última hora e de economizar evitando a compra do segundo smartphone”, diz o comunicado.

Traduzindo: não compre só o smartphone barato da gente, leve um mais caro, ele protege seus apps de banco.

Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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