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Venda de smartphones 5G cresce 230% em 2022 graças a modelos intermediários

Lançamento de modelos mais acessíveis com 5G traz alternativas, mas um aparelho desse tipo ainda custa, em média, R$ 1.600 a mais

Giovanni Santa Rosa
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O 5G está se tornando realidade no Brasil. Depois de quase dois anos, a tecnologia chegou à frequência dedicada de 3,5 GHz, o que deve permitir maiores velocidades. E se você está pensando em trocar de aparelho para aproveitar, saiba que não está sozinho: foram vendidos 1,8 milhões de smartphones 5G de janeiro a maio. A boa notícia é que o preço médio caiu; a má notícia é que, em geral, eles continuam caros.

Samsung Galaxy M53 5G (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Samsung Galaxy M53 5G, um dos intermediários lançados nos últimos meses com a tecnologia (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Os dados são de uma pesquisa da consultoria GfK. Os 1,8 milhão de smartphones 5G vendidos nos cinco primeiros meses de 2022 representam um crescimento de 230% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a fatia do mercado correspondente a eles ainda é pequena: apenas 12,5%.

Um fator que ajuda a explicar o aumento nas vendas é que agora a tecnologia está mais frequente nos aparelhos intermediários. Como toda novidade, ela apareceu primeiro nos modelos de topo de linha.

Em entrevista ao Valor, Felipe Mendes, diretor geral da GfK, destaca o lançamento de produtos entre R$ 1.700 e R$ 2.500 já no segundo semestre de 2021.

Preço médio é alto, mas há alternativas

A pesquisa reflete isso: o preço médio dos aparelhos com 5G caiu 30%. Porém, o mix de produtos premium e intermediários ainda mantém esse valor bem alto: R$ 3.738. Segundo o estudo, essa cifra está R$ 1.601 acima do preço médio dos smartphones no Brasil.

Felizmente, já é possível encontrar alternativas mais acessíveis.

5G em 3,5 GHz é liberado em Brasília

Nesta semana, TIM, Vivo e Claro ativaram suas redes 5G na frequência de 3,5 GHz em Brasília (DF). Agora com frequência dedicada, a tendência é que a internet chegue a uma velocidade 100 vezes maior do que o 4G.

A capital federal foi a primeira a receber a tecnologia por ter um número menor de antenas que precisavam de adaptação. O padrão deve chegar a Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) nos próximos meses.

Com informações: Valor Econômico, TeleTime, Mobile Time.

Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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