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PicPay planeja lançar stablecoin BRC lastreada em real e exchange cripto

Nova moeda digital pareada ao real se chama Brazilian Real Coin (BRC) e será lançada pelo PicPay ainda em 2022

Bruno Ignacio
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O PicPay tem grandes planos para mergulhar no mercado de criptomoedas. Dentro de um mês, a fintech vai iniciar uma estratégia para expandir suas operações para o mundo cripto a partir da criação de uma nova unidade de negócios. Assim, a empresa deverá lançar sua própria exchange de ativos digitais e uma stablecoin lastreada em real, batizada de Brazilian Real Coin (BRC).

PicPay e dinheiro
PicPay (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

As informações foram reveladas com exclusividade pelo NeoFeed, que conversou com o cofundador e vice-presidente de produtos e tecnologia do PicPay, Anderson Chamon.

De acordo com as informações compartilhadas com o veículo, a fintech deverá também entrar no polêmico universo dos NFTs, ou tokens não fungíveis. O PicPay planeja lançar seu próprio marketplace, em conjunto com uma ferramenta de tokenização.

PicPay cripto: exchange e stablecoin BRC

A primeira etapa do projeto cripto da empresa deve ser iniciada em um mês, com a inauguração de uma exchange de criptomoedas. Por meio do PicPay, os usuários poderão comprar e armazenar moedas digitais como bitcoin (BTC), ether (ETH) e a stablecoin lastreada em dólar americano USDP.

Em um segundo momento, a fintech focará no lançamento de uma stablecoin própria, desenvolvida pelo PicPay. Batizada de Brazilian Real Coin, ou BRC, a moeda digital será lastreada em real. A empresa promete torná-la a principal e mais robusta stablecoin do tipo existente no mercado, com planos para listá-la nas maiores corretoras cripto do mundo.

Cédulas de real (Imagem: Marcos Santos / USP Imagens)
Cédulas de real (Imagem: Marcos Santos / USP Imagens)

Ao NeoFeed, Chamon afirmou que não será necessário ser um usuário PicPay para usar essa stablecoin. “Você pode ser um turista vindo para o Brasil, pegar o Paypal ou outra carteira digital, comprar a BRC em uma exchange e usar no mercado brasileiro”, acrescentou o executivo.

Dessa forma, 1 BRC será sempre equivalente a R$ 1, segundo Chamon. Para ele, a vantagem do novo produto cripto será aproveitar a moeda brasileira ao usar um ativo descentralizado e que é transacionado sem a intermediação de um banco, por exemplo.

PicPay planeja popularizar transações cripto

Conforme Chamon contou ao NeoFeed, a fintech pretende integrar completamente os criptoativos nos serviços de pagamentos do PicPay até o final de 2022. Ou seja, diferentemente de outras iniciativas cripto, o foco da companhia será no caráter transacional das moedas digitais.

Será possível usar a stablecoin BRC e outras criptomoedas disponibilizadas pela plataforma para pagamentos presenciais e contratação de serviços do PicPay, por exemplo. Chamon diz ainda que será possível pagar boletos, contas e até mesmo realizar um Pix a partir das criptomoedas em posse do usuário.

Como a ideia central do projeto cripto do PicPay é trazer as criptomoedas para as transações cotidianas dos usuários, os clientes da fintech vão poder realizar transferências via Pix usando moedas digitais. Pode parecer confuso, mas a conversão dos criptoativos para real será feita automaticamente no ato do envio.

De acordo com Chamon, o PicPay começou a estruturar a nova unidade de negócios “Cripto e Web3” há cinco meses. Segundo o executivo, a fintech decidiu mergulhar nesse mercado pela expectativa sobre o desenvolvimento da tecnologia ao longo dos próximos dez anos. Por isso, até mesmo os NFTs devem entrar no projeto, com a criação de um marketplace e sistema de tokenização.

O PicPay vai cobrar uma tarifa fixa para transações pequenas. Em grandes volumes, as cobranças serão percentuais. Na prática, as taxas vão variar de R$ 0,39 a 1,2% sobre o valor transacionado.

Com informações: NeoFeed

Bruno Ignacio

Bruno Ignacio é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Cobre tecnologia desde 2018 e se especializou na cobertura de criptomoedas e blockchain, após fazer um curso no MIT sobre o assunto. Passou pelo jornal japonês The Asahi Shimbun, onde cobriu política, economia e grandes eventos na América Latina. Já escreveu para o Portal do Bitcoin e nas horas vagas está maratonando Star Wars ou jogando Genshin Impact.

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