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Para combater pirataria, Europa detalha plano envolvendo NFTs

União Europeia quer trabalhar ao lado do mercado de NFT para garantir a autenticidade de mercadorias diversas, tudo isso através de blockchain

Ricardo Syozi
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Se você acha que NFT e blockchain servem exclusivamente para movimentar somas de dinheiro e arquivos de imagens, então a Europa pode te surpreender. A União Europeia informou à Organização Mundial de Propriedade Intelectual que está prestes a colocar em prática uma versão de seu projeto para enfrentar a pirataria, a principal ferramenta para isso está na criação de tokens que provariam a autenticidade de produtos.

NFT, ou token não fungível (Imagem: Marco Verch/ Flickr)
NFT, ou token não fungível (Imagem: Marco Verch/ Flickr)

Em 2017, a comissão europeia começou a pesquisar mais a fundo sobre a tecnologia envolvida em NFTs. A ideia era a de buscar por soluções contra a enorme quantidade de produtos falsos existentes. Após alguns anos, parece que os resultados surgiram.

Claire Castel, do Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), explicou de forma resumida que o sistema antipirataria vai permitir que tokens únicos sejam criados como prova de autenticidade de produtos. Assim, tudo ficaria registrado no blockchain e poderia ser transferido para terceiros em situações de vendas, por exemplo.

Os donos podem, então, guardar esses tokens (ou NFTs, se preferir) em suas carteiras de blockchain, sempre garantindo que são itens autênticos.

O registro no blockchain é um token único e imutável. À medida que as mercadorias passam de uma parte para outra, o token é trocado entre carteiras digitais. A combinação de uma identidade de produto única e a transferência contínua da identidade digital entre carteiras cria provas de que os bens são genuínos. Além disso, ao longo da jornada de um produto, a alfândega e outras autoridades de execução podem acessar informações, como registros de envio autênticos, que podem apoiar a avaliação de risco.

Claire Castel

O objetivo da União Europeia é colocar essa tecnologia em prática até o fim de 2023.

Diálogo para combater a desconfiança

A União Europeia sabe que tem em mãos uma estratégia interessante, mas que está envolvida com algo que gira em torno de incertezas.

Por enquanto, a solução encontrada é a de abrir conversas e se mostrar compatível com o expansivo mercado de NFT. Os donos poderiam escolher sua plataforma de preferência, mas a palavra final viria dos serviços de infraestrutura de blockchain da UE.

O compartilhamento de informações e um sistema de gerenciamento de identidade também serão partes importantíssimas para deixar a EUIPO como centro desse novo ecossistema. Contudo, o engajamento dos líderes das plataformas será de grande valia para garantir o sucesso do projeto.

Você acredita que essa tecnologia pode ser uma boa opção para combater o mercado de produtos falsificados?

Com informações: TorrentFreak.

Ricardo Syozi

Repórter

Ricardo Syozi é jornalista apaixonado por tecnologia e especializado em games atuais e retrôs. Já escreveu para veículos como Nintendo World, WarpZone, MSN Jogos, Editora Europa e VGDB. Possui ampla experiência na cobertura de eventos, entrevistas, análises e produção de conteúdos no geral. Entrou para o Tecnoblog em 2021.

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