Conheça os novos nomes que a AMD vai usar em seus chips a partir de 2023

Nomes como AMD Ryzen continuam, mas numeração muda para informar arquitetura, por exemplo; mudança vale para chips de notebooks

Emerson Alecrim
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Nesta semana, a AMD anunciou uma nova nomenclatura para os seus processadores de notebooks, que passa a valer para os portfólios 2023 e posteriores. A ideia é tornar mais fácil a identificação de características importantes, como a arquitetura implementada e o segmento para o qual cada chip se destina.

Chip Ryzen 7000 (imagem: reprodução/AMD)
Chip Ryzen 7000 (imagem: reprodução/AMD)

Não é que a nomenclatura atual seja uma bagunça. Até certo ponto, ela é equivalente aos nomes usados pela Intel. E isso é bom. Conseguimos saber com alguma facilidade qual chip da AMD é equivalente ou próximo a um modelo da Intel (e vice-versa).

Mas há algumas situações que podem parecer confusas ou estranhas. Exemplo: em abril, a AMD anunciou os chips Ryzen Pro 6000 e, ao mesmo tempo, alguns modelos da série Ryzen Pro 5000. Na ocasião, muita gente pode ter se perguntado: “peraí, a AMD também lançou chips antigos?”

Não é bem assim. A companhia até poderia ter colocado aqueles chips Pro 5000 na família Pro 6000, afinal, eles eram novos. Mas, provavelmente, a empresa não o fez porque os modelos Pro 5000 são baseados na arquitetura Zen 3; os chips 6000, na arquitetura Zen 3+.

Com a nova nomenclatura, esse tipo de estranhamento pode ser evitado.

Como é a nova nomenclatura da AMD?

No novo esquema, nomes como Ryzen e Athlon são mantidos. O que muda é a sequência numérica que identifica cada modelo de processador. Vai ficar assim:

  • 1º dígito: identifica o ano de lançamento, começando com ‘7’ para o portfólio 2023;
  • 2º dígito: identifica o segmento de mercado, começando com ‘1’ para chips mais básicos (Athlon Silver);
  • 3º dígito: identifica a arquitetura do processador;
  • 4º dígito: identifica variantes de um mesmo chip — ‘0’ para o mais lento entre eles, ‘5’ para o mais rápido;
  • Sufixo: continua indicando a faixa de TDP.

A tabela a seguir nos ajudar a entender como esse esquema funciona. Note que não é difícil. Na verdade, com o novo padrão, conseguimos saber quais as principais características do processador só pelo nome. Esse é objetivo, no fim das contas:

AnoSegmentoArquiteturaVarianteFaixa de TDP
7: 2023
8: 2024
9: 2025
x1xx: Athlon Silver
x2xx: Athlon Gold
x3xx: Ryzen 3
x4xx: Ryzen 3
x5xx: Ryzen 5
x6xx: Ryzen 5
x7xx: Ryzen 7
x8xx: Ryzen 7 / 9
x9xx: Ryzen 9
1: Zen 1 / Zen+
2: Zen 2
3: Zen 3 / 3+
4: Zen 4
5: Zen 5
0: menos avançado
5: mais avançado
HX: 55 W+ (alto desempenho)
HS: ~35 W+ (gamer)
U: 15-28 W (ultrafino premium)
C: 15-28 W (Chromebook)
E: 9 W (ultrafino mais econômico)

Vamos a um exemplo dado pela própria AMD: o chip Ryzen 5 7640U. Com base nessa numeração, sabemos que ele:

  • 7: é do portfólio 2023;
  • 6: é um Ryzen 5 avançado;
  • 4: tem arquitetura Zen 4;
  • 0: é uma versão mais lenta dentro da sua categoria;
  • U: tem TDP entre 15 e 28W.

O quarto dígito pode parecer vago, mas ele é útil em algumas circunstâncias. Note, por exemplo, que o número ‘3’ no terceiro dígito identifica tanto a arquitetura Zen 3 quanto a Zen 3+. Com base nisso, um chip Zen 3 pode ser diferenciado de outro parecido, mas com arquitetura Zen 3+, no quarto dígito.

Convém relembrar que a nova nomenclatura vale para os portfólios 2023 e posteriores. Os recentes modelos Ryzen 7000 seguem o padrão atual. Além disso, os novos nomes são direcionados a chips para notebooks. Pelo menos por enquanto, nada muda nos processadores AMD para desktops.

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