Elon Musk volta atrás em demitir 75% do Twitter – mas vai demitir

Bilionário esteve na sede da empresa na última quarta-feira; compra deve ser finalizada nesta sexta-feira

Felipe Freitas
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A saga da compra do Twitter por Elon Musk ganhou uma atualização. Na última quarta-feira (26), o bilionário visitou a sede da rede social em San Francisco e, de acordo com fontes da empresa, afirmou que não demitirá 75% dos funcionários — mas haverá cortes.

Elon Musk
Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As fontes falaram sob condição de anonimato pelo fato do assunto da visita, um discurso de Musk para os seus “futuros empregados”, ser confidencial — pelo menos enquanto a compra não é finalizada

Demissões no Twitter: não será pior, apenas ruim

A enrolada compra do Twitter pelo preço de US$ 44 bilhões deve ser concluída amanhã (28) e, para muitos funcionários da rede social, uma triste coincidência do Halloween com o terror de começar a próxima semana ansiosos sem saber se terão ou não um emprego nas próximas semanas ou meses.

Na semana passada, o Washington Post divulgou que Elon Musk planeja demitir 75% do quadro de funcionários do Twitter. A rede social divulgou um memorando afirmando que nada disso era verdade.

Na visita ao Twitter, Musk negou o plano de demissão em massa. Entretanto, ele ainda realizará cortes na empresa. Antes da proposta de compra, a rede social planejava reduzir o quadro de funcionários em 25% — o novo dono deve, no mínimo, manter essas demissões. E claro, ainda há a possibilidade das pessoas saírem por conta própria.

Twitter
Twitter (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários podem pedir demissão por “efeito Musk”

Elon Musk há tempos mostra sinais de não ser um bom chefe — sem falar no seu egocentrismo, aumentado com o culto a sua personalidade. Em março, o bilionário disse em um memorando aos funcionários da Tesla que o “trabalho remoto não seria mais aceito” e que quem quisesse trabalhar de casa seria demitido para “fingir que trabalha em outro lugar”.

Tornando-se o novo dono do Twitter, é esperado que ele leve essa política “anti home office” para o seu novo empreendimento. O problema é que a rede social permite que os seus funcionários trabalhem de qualquer lugar. A possível perda da flexibilidade com local de trabalho manteve os empregados do Twitter preocupados e foi um dos pontos levantados na carta aberta que escreveram.

Esse ódio de Elon Musk contra o trabalho remoto e seu claro egocentrismo, característica que dificulta que o indivíduo aceite opiniões contrárias, podem levar os funcionários mais talentosos do Twitter a pedir demissão. Afinal, esses empregados podem arranjar empregos em qualquer lugar — e várias big techs, como a Microsoft, são flexíveis com o local de trabalho.

Com informações: Bloomberg e Gizmodo

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