Supercomputador da Petrobras com 2.016 GPUs Nvidia A100 é entregue

Nova máquina de HPC da estatal é a mais potente da América Latina, com 21 petaflops de processamento; supercomputador possui ainda 233.856 núcleos

Felipe Freitas
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A Petrobras iniciou as operações do Pégaso, supercomputador equipado com 2.016 GPUs Nvidia A100 e tem 233.856 núcleos — fornecidos por 7.308 chips AMD Epyc 7513. Com 21 petaflops, o Pégaso, uma máquina para computação de alto desempenho (HPC em inglês) toma o título de supercomputador mais potente da América Latina do Dragão, outro superPC da Petrobras.

Supercomputador Pégaso (imagem: divulgação/Petrobras)
Supercomputador Pégaso (imagem: divulgação/Petrobras)

Agora, a estatal brasileira conta com quatro equipamentos de HPC, operando com uma capacidade total 63 petaflops, unidade usada para medir o desempenho de computadores. Montado pela empresa Atos, o supercomputador foi adquirido através da Lei 13.303, conhecida como lei das estatais.

30 toneladas de PC e 678 TB de RAM

Com um desempenho equivalente a 150 mil notebooks trabalhando em conjunto, o tamanho do Pégaso também impressiona. Toda a estrutura do supercomputador pesa 30 toneladas. Se todos os seus racks foram postos em fila, o Pégaso medirá 35 metros de comprimento — um Airbus A320 possui pouco mais de 37 m de comprimento.

Na parte de memória o Pégaso conta com 678 TB de RAM (insira aqui uma infinidade de piadas com Chrome e outros programas). Cada GPU Nvidia A100 usada pelo supercomputador possui 80 GB de memória de vídeo.

Todo esse desempenho traz um custo energético altíssimo. Porém, além de ser o 33º supercomputador mais potente do mundo e 1º da América Latina, o Pégaso também é o equipamento mais ecoeficiente do continente e segundo da indústria petrolífera, gerando 18.461 gigaflops por watt. No ranking mundial de eficiência energética, ele aparece na 39ª posição.

Supercomputadores não servem para rodar Crysis

Supercomputador Pégaso (imagem: divulgação/Petrobras)
Supercomputador Pégaso (imagem: divulgação/Petrobras)

Por atuar em um segmento extremamente complexo e com custos de operação absurdo, empresas petrolíferas precisam de supercomputadores que resolvam cálculos complexos para que os seus trabalhos sejam eficazes. Afinal, você não quer instalar uma plataforma marítima para perfurar a camada pré-sal e descobrir que não tinha nada lá dentro.

O Pégaso trabalhará com um volume gigante de dados geofísicos, produzindo imagens da subsuperfície da Terra com uma qualidade ainda melhor que a dos outros supercomputadores da Petrobras. O custo de montagem do Pégaso foi de R$ 300 milhões.

Os outros supercomputadores da estatal, que já assumiram o ranking de PCs mais potentes da América Latina, são: Dragão (14 petaflops), Atlas (8,9 petaflops) e Fênix (5,4 petaflops). A estatal receberá mais supercomputadores no futuro e deverá expandir o seu desempenho total para 80 petaflops.

Um petaflop é o equivalente a 1 quatrilhão de operações de matemáticas por segundo. Tal qual um carro e seus cavalos de potência, mais flops representam mais desempenho. Contudo, na informática ainda há as unidades de mega, giga, tera, entre outros. O PS5, por exemplo, possui por volta de 10 teraflops de processamento.

E não, o Pégaso não possui entrada HDMI ou DisplayPort. Não é possível colocar um monitor e sair jogando — mas dá de minerar. O supercomputador roda um sistema operacional com a distribuição Linux CentOS.

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