QuickVid aprimora uso do Dall-E e gera vídeos curtos com narração

Site combina vídeos públicos, imagens geradas por inteligência artificial e recursos como música e narração para criar conteúdo para redes sociais

Paula Alves
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Se as imagens geradas pelo Dall-E já vinham gerando repercussão no que diz respeito à mecanização da arte, a discussão acabou de ganhar um upgrade. O QuickVid, site lançado no último dia 27 de dezembro, utiliza uma série de sistema de IA, incluindo o Dall-E, para gerar um video curto, com música e narração, de maneira totalmente automatizada.

Inteligência artificial (Imagem: Pixabay/Geralt)
Inteligência artificial (Imagem: Pixabay/Geralt)

Voltado especialmente para criadores de conteúdo que desejam suprir a demanda de seu público, o site necessita que a pessoa escreva apenas uma palavra para gerar o vídeo desejado.

A partir do termo, a ferramenta seleciona um vídeo de uma biblioteca virtual para ser o fundo da narração, desenvolve um roteiro com palavras-chave e sobrepõe imagens relacionadas que tenham sido geradas pela tecnologia da OpenAI. Em seguida, como recursos adicionais, ela adiciona uma narração sintética ao texto criado e acrescenta uma música ou efeitos sonoras disponíveis na biblioteca do YouTube.

De acordo com o próprio site, a ferramenta possibilita assim que a pessoa crie um vídeo totalmente automatizado, 10x mais rápido do que o normal. E, graças ao seu formato vertical, que possa ser usado nas principais rede sociais do momento, como o Instagram Reels, TikTok e shorts do YouTube.

QuickVid levanta polêmicas sobre produção desenfreada

Ao mesmo tempo em que chama atenção por sua praticidade e simplicidade, o QuickVid levanta algumas questões polêmicas sobre a autenticidade do seu conteúdo, além da necessidade desenfreada de produção para redes sociais.

Ao usar vídeos um tanto quanto genéricos, diretamente do banco do Pexels, a ferramenta se arrisca a produzir conteúdos repetidos e muitas vezes impessoais, quem tem potencial para lotar canais de influenciadores, se tornando quase um spam.

Apesar das controversas, o site atualmente está com uma lista de espera para interessados, já que apresentou “um grande fluxo de tráfego” desde seu lançamento.

Além disso, em entrevista aoTechCrunch, Daniel Habib, designer de sistemas criador da plataforma, parece ter planos grandiosos para seu futuro.

Segundo o desenvolvedor, novas opções de personalização serão lançadas para a ferramenta ainda esse mês. E, como se não bastasse, em breve usuários poderão clonar e usar sua própria voz na narração do vídeo, ajudando a tornar o conteúdo mais acolhedor e reconhecível para seus seguidores.

Aceite: o Instagram está mudando e não há muito o que você possa fazer / Foto de Andrea Piacquadio / Pexels
Jovem assistindo vídeo no celular (Imagem: Andrea Piacquadio / Pexels)

Diretos autorais podem ser um problema

Afora todas essas questões, há ainda outro ponto bastante nebuloso quanto estamos falando de conteúdos gerados por inteligência artificial: o de direitos autorais.

Embora o criador da ferramenta afirme que os conteúdos produzidos pelo QuickVid possam ser usados e monetizados por criadores de conteúdos em suas redes, não é possível exigir nenhum tipo de patente sobre sua criação.

Mesmo sendo uma área de discussão recente, precedentes relacionados a essa questão mostram que conteúdos feitos por inteligência artificial dificilmente são elegíveis para proteção de direitos autorais.

O que, na prática, quer dizer que nada impede outro produtor de conteúdo replique um vídeo do QuickVid criado por você em sua própria rede social.

Com informações: TechCrunch

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