Bots geram 42% do tráfego da web e a maior parte deles é maliciosa

Levantamento da Akamai Technologies aponta que 65% dos bots na web são usados para ações como phishing e sobrecarga de sites

Emerson Alecrim
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• Atualizado há 2 semanas
Malwares RAT enganam antivírus com arquivos poliglotas (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
42% do tráfego da web vem de bots e a maior parte deles é maliciosa (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um levantamento feito pela Akamai Technologies aponta que 42% do tráfego da web vêm dos bots. Não seria uma constatação preocupante se não fosse um detalhe: 65% desse total correspondem a bots maliciosos, que participam de ataques a sites, por exemplo.

A constatação faz parte da edição mais recente do relatório State of the Internet. No documento, a Akamai explica os impactos que os bots (softwares automatizados que executam tarefas específicas) podem ter sobre a web. Saiba desde já que esses impactos são predominantemente negativos.

Lojas online são mais suscetíveis a bots

O segmento mais afetado pelos bots é o de comércio eletrônico. A Akamai explica que os bots têm sido usados principalmente para “raspagem” (extração) de dados. Isso pode ser aplicado em espionagem, criação de sites falsos ou sobrecarga de servidores, por exemplo.

Há bots não maliciosos, a exemplo daqueles que são usados pelo Google para indexação de páginas. Mas até eles podem causar transtornos. Muitas vezes, o número de acessos de bots a um site é tão alto que a organização responsável acaba tendo custos adicionais com tráfego.

Com o advento da inteligência artificial, no qual serviços como ChaGPT e Google Gemini se encaixam, a situação ficou ainda mais “dramática”. Isso porque agora há numerosos bots que coletam dados para treinar ou atualizar esses mecanismos, causando ainda mais acessos indesejados aos sites afetados.

Organizações que enfrentam problemas com bots não encontram soluções simples. A própria inteligência artificial vem sendo usada por agentes maliciosos para dificultar o bloqueio de bots prejudiciais. Além disso, bloqueios muito rigorosos podem acabar impedindo a ação de bots legítimos ou benéficos.

CDN é uma rede que contribui para a distribuição rápida de conteúdos (Imagem: Thomas Jensen / Unsplash)
42% do tráfego da web vem de bots e a maior parte deles é maliciosa (imagem: Thomas Jensen/Unsplash)

Bots para fraudes

O relatório da Akamai pode dar a entender que esse é um problema que diz respeito só a grandes organizações. Não é bem assim. O levantamento constatou que bots estão sendo cada vez mais direcionados a ações maliciosas como:

  • campanhas de phishing, quando bots copiam o conteúdo de uma loja online para criar uma versão falsa dela, por exemplo;
  • criação de contas fraudulentas em lojas e outros negócios online;
  • ataques direcionados que podem levar a vazamentos de dados;
  • degradação do desempenho de um site por excesso de acessos.

Note que todos esses problemas podem causar transtornos ou prejuízos aos usuários dos serviços envolvidos. E não há expectativa de melhoras. Os bots que levam a tudo isso existem devido a um único motivo: as ações maliciosas dão resultado para quem está por trás deles.

Com informações: AIM

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