Realme revela negociações para fabricar celulares no Brasil

Vice-presidente ressalta que outros smartphones devem receber recursos de inteligência artificial no futuro

Katarina Bandeira
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• Atualizado há 1 mês
Homem sorri para foto. Ao lado dele está uma mulher.
Chase Xu é vice-presidente global da Realme (Foto: Katarina Bandeira/Tecnoblog)
Resumo
  • A Realme planeja produzir aparelhos no Brasil para reduzir custos ao consumidor e expandir o portfólio de produtos.
  • O vice-presidente global, Chase Xu, destacou que o Brasil é um mercado importante, com crescente interesse pelos produtos da marca.
  • A empresa não revelou cronograma para a manufatura local, mas está em conversas com indústrias nacionais.
  • A Realme pretende focar nos canais oficiais de venda e em e-commerces parceiros. O executivo diz não se preocupar com o mercado irregular.

(Direto de Milão, na Itália) Os consumidores brasileiros estão no radar do vice-presidente global da Realme, Chase Xu. A fabricante chinesa pretende produzir aparelhos em território nacional num futuro próximo. A ideia seria diminuir o preço que chega ao cliente final, com possibilidade de começar a vender outros produtos do catálogo.

O executivo respondeu algumas perguntas do Tecnoblog durante o evento de lançamento da nova linha de flagships da marca, o Realme GT 6, nesta quinta-feira (dia 20/06). Chase Xu disse que o país “definitivamente” é um mercado importante e que ”o aumento do interesse pelos nossos produtos tem sido um choque”. O VP afirmou que a curiosidade por novas marcas dá confiança para que a gigante chinesa entre cada vez mais no Brasil. “Acreditamos que tem espaço para nós”, afirmou.

Apesar das declarações, ele não divulgou cronograma para início da manufatura local. Hoje em dia, os smartphones são trazidos da China.

Mercado cinza não é uma preocupação 

Tradicionalmente, as marcas chinesas são as que mais sofrem com o famoso mercado cinza, em que os smartphones são importados irregularmente por preços até 40% mais baixos do que os praticados no varejo. Porém, essa não parece ser uma preocupação para a Realme. O vice-presidente ressaltou que sabe que há alguns cenários para serem avaliados, mas que a empresa vai focar em seus próprios canais de venda.

“Nós preferimos focar em nosso site oficial e nos e-commerces parceiros. Temos lojas físicas no Brasil. Nossa estratégia inclui o funcionamento de mil lojas físicas. Acreditamos que, no futuro, ficará ainda mais fácil comprar nossos smartphones nas linhas (de varejo) que já temos, para que os consumidores não precisem recorrer a esse mercado.”

A empresa estuda maneiras de fabricar smartphones em território tupiniquim. “Estamos conversando com uma fábrica local para produzir materiais de qualidade”, diz ele, o que resultaria num preço mais competitivo.

Inteligência artificial em novas linhas

Realme GT 6 e GT 6T contam com recursos de inteligência artificial (Imagem: Katarina Bandeira / Tecnoblog)
Realme GT 6 e GT 6T contam com recursos de inteligência artificial (Imagem: Katarina Bandeira / Tecnoblog)

Com previsão de chegar ao Brasil em agosto, o Realme GT 6 é o primeiro telefone da marca com ferramentas de inteligência artificial, mas não deve ser o último. Ainda segundo Chase Xu, as linhas intermediária e básica também devem adotar recursos de IA. O executivo destaca que não serão os mesmos recursos para todos. 

“Nós temos diferentes interesses envolvendo IA para diferentes linhas de produto e, definitivamente, vamos trazer ao mercado brasileiro”, explica Chase Xu.

Katarina Bandeira viajou para a Itália a convite da Realme

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