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Nano: o que é, pra que serve, cotação e como comprar

Comercializada por diversas corretoras do mercado, saiba detalhes sobre a origem da Nano e o diferencial dessa criptomoeda em relação às outras

Jean Prado
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Com o crescimento do mercado de criptomoedas, alguns nomes ficaram marcados por conta do grande número de simpatizantes. Esse é o caso da Nano. A seguir, saiba detalhes sobre a origem da moeda, seu diferencial em relação às outras e como acompanhar a cotação.

Representação de criptomoedas em moeda física (Imagem: Kanchanara/Unsplash)
Representação de criptomoedas em moeda física (Imagem: Kanchanara/Unsplash)

Como surgiu a Nano?

Basicamente, a Nano surgiu para resolver os problemas das criptomoedas atuais. Principalmente em relação à baixa escalabilidade, alta latência — por conta da baixa escalabilidade, as transações demoram para ser confirmadas — e ineficiência energética (a mineração de bitcoin consome mais energia do que 159 países usam em um ano).

Para resolver esses problemas, o blockchain da Nano (XNO) funciona de forma diferente em relação às outras criptomoedas. Em XNO, é usada uma estrutura chamada de block-lattice, onde cada conta tem seu próprio blockchain para armazenar o saldo e as transações. Naturalmente, apenas o dono da conta pode realizar as operações.

Com um blockchain para cada conta, a atualização quando uma transação é realizada é feita em tempo real e de forma assíncrona. Para transferir dinheiro de uma conta para outra, são necessárias duas transações internas: uma para retirar o valor da conta remetente e outra para adicionar o valor à conta do destinatário.

Página inicial da Nano (Imagem: Reprodução)
Página inicial da Nano (Imagem: Reprodução)

As transações são verificadas por uma ferramenta anti-spam que consome muito menos poder de processamento que o modelo de prova de trabalho (PoW) do bitcoin. Ela checa apenas alguns requisitos básicos, como se a transação única já foi feita antes, se o bloco é assinado pelo proprietário da conta, se há um bloco de abertura da conta e se a transação é válida, seguindo alguns critérios específicos.

Usando menos poder de processamento e com algumas otimizações na verificação de transações, elas são confirmadas instantaneamente e sem custo algum. Além disso, a escalabilidade é ilimitada, já que o custo de validar cada transação é muito baixo.

Para que serve a Nano?

O maior objetivo da Nano é ser uma criptomoeda com alto desempenho. “O protocolo da Nano pode rodar em hardwares de baixa potência, permitindo-a ser uma prática e decentralizada criptomoeda para o uso cotidiano”, diz o fundador, Colin LeMahieu, no documento que funda a moeda virtual.

É possível minerar?

Como a rede da Nano é eficiente e não precisa de um hardware potente para rodar, não é possível — nem necessário — minerá-la.

Como acompanhar a cotação da nano?

Assim como acontece com outras criptomoedas, é possível acompanhar a cotação diretamente pelo Google.

Para isso, basta digitar “Nano cripto” ou “XNO” na barra de pesquisa que a cotação em tempo real será exibida no navegador. Além disso, corretoras que fazem conversão da moeda também oferecem uma página de cotação para interessados.

Outra solução é pelo “Stocks”, aplicativo desenvolvido pela Apple para o acompanhamento de ativos financeiros. Basta digitar o código do ativo no canto superior esquerdo, que o app fará um filtro. Vale lembrar que o código da Nano é XNO.

É possível acompanhar a cotação diretamente pelo Google (Imagem: Reprodução)
É possível acompanhar a cotação diretamente pelo Google (Imagem: Reprodução)

Como comprar?

Da mesma forma que outras criptomoedas disponíveis no mercado, é possível comprar Nano em diversas corretoras, como Binance e Coinbase. Além disso, a xNANO é outra plataforma que permite negociar a criptomoeda.

Aliás, se você preferir comprar em uma corretora estrangeira, por dólares ou bitcoin, pode optar pela GDAX, OKEx, Bitfinex, Binance e Huobi.

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Jean Prado

Ex-autor

Jean Prado é jornalista de tecnologia e conta com certificados nas áreas de Ciência de Dados, Python e Ciências Políticas. É especialista em análise e visualização de dados, e foi autor do Tecnoblog entre 2015 e 2018. Atualmente integra a equipe do Greenpeace Brasil.

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