Quem emite o bitcoin? Entenda o que é e como funciona a mineração de criptomoedas

Minerar criptomoedas exige alto investimento em hardware poderoso, além de aumentar os custos com energia elétrica e afetar o meio ambiente

Leandro Kovacs
Por

A mineração de criptomoedas é uma realidade no cotidiano de entusiastas, principalmente do Bitcoin. Complexo e com necessidade de ter máquinas poderosas para ter algum tipo de retorno, essa prática cresce e se torna mais exigente ano após ano. Abaixo, veja como surge um bitcoin, o que é a mineração de criptomoedas e como essa atividade influencia no mercado das moedas virtuais.

O que é a mineração de criptomoedas? (Imagem: Executium/Unsplash)
O que é a mineração de criptomoedas? (Imagem: Executium/Unsplash)

A origem da mineração de criptomoedas

A mineração de moedas digitais só passou a existir quando o bitcoin foi extraído pela primeira vez em 2009, causando um grande impacto entre mineradores e investidores.

Esse é o processo pelo qual novas partes entram em circulação, mas também é um componente crítico da manutenção e do desenvolvimento da blockchain, que faz o registro de uma transação de moeda virtual de forma que esse registro seja confiável e imutável.

O processo é executado em computadores muito sofisticados que resolvem problemas matemáticos computacionais extremamente complexos.

Como funciona a mineração

A mineração de criptomoedas é uma parte crucial da tecnologia por meio da qual as transações de moedas entre usuários são feitas.

Pegando como exemplo o Bitcoin, a criptomoeda depende dos mineradores para confirmar transações e adicioná-las à blockchain. Além de verificar as transações, a mineração protege a rede e previne gastos duplos, que é quando alguém usa os mesmos recursos duas vezes.

Nesse processo, os mineradores competem para resolver equações matemáticas altamente complexas. O primeiro a descobrir o resultado recebe a recompensa. Isso é minerar. Usa-se o poder de processamento gráfico de uma placa de vídeo ou de um computador para solucionar as equações.

O que é a mineração de criptomoedas? (Imagem: Dmitry Demidko/Unsplash)
A mineração começou com a primeira extração em 2009 (Imagem: Dmitry Demidko/Unsplash)

Assim, toda vez que uma série de cálculos é resolvida e seu resultado é gravado na rede, um hash é gerado.

É dessa forma que a rede se mantém em funcionamento sem a interferência de empresas ou bancos digitais e estatais. São os próprios mineradores — e adeptos — que confirmam e verificam as transações, sendo recompensados por isso.

Caso você não tenha como fazer esse tipo de investimento, outra modalidade conhecida e oferecida pelas corretoras é a chamada de “Stake“.

Essa é uma maneira de gerar uma renda passiva em vez de manter seus criptoativos parados em uma carteira digital. Algumas moedas, por exemplo, oferecem altas taxas de juros para investidores que optem pelo staking.

Mineração cripto vs meio ambiente

Como mencionado anteriormente, é crescente o impacto que a mineração de moedas digitais têm causado ao meio ambiente.

De acordo com um estudo feito pelo New York Digital Investment Group (NYDIG), a mineração de bitcoin (BTC) poderá representar 0,9% das emissões de carbono globais até 2030.

O artigo, publicado em 2021, cita um consumo de 62 terawatts-hora (TWh) de eletricidade, além da produção de 33 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono em 2020 — cerca de 0,04% do consumo global de energia. Esses números representam um aumento de 1.000% em comparação com o ano anterior.

Polícia britânica fecha oepração de mineração de bitcoin que roubava energia elétrica (Imagem: Reprodução/ West Midlands Police)
Sistema de mineração de moedas digitais (Imagem: Reprodução/ West Midlands Police)

Outra análise feita por especialistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) afirmou que uma única transação de bitcoin é responsável por gerar a mesma quantidade de lixo eletrônico que descartar dois iPhones 12 mini.

Isso acontece por conta da alta rotatividade de equipamento eletrônicos usados na mineração. Com o avanço diário da tecnologia, os descartes de placas gráficas e o alto consumo de novas tecnologias é uma das causas do acúmulo de lixo eletrônico.

Com informações: Sectigo, Investopedia.

Leandro Kovacs

Ex-autor

Leandro Kovacs é jornalista e radialista. Trabalhou com edição audiovisual e foi gestor de programação em emissoras como TV Brasil e RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná. Atuou como redator no Tecnoblog entre 2020 e 2022, escrevendo artigos explicativos sobre softwares, cibersegurança e jogos.

Relacionados

Relacionados