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O que é due diligence e como fazer na hora de investir em uma startup?

Investigando investimentos potenciais; saiba o que é due diligence e como fazer na hora de investir em uma startup

Leandro Kovacs
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Uma ação voluntária mas altamente recomendada para investidores individuais. Veja abaixo, o que é due diligence e como fazer ou que informações buscar na hora de investir em uma startup. A iniciativa funciona como uma espécie de análise de riscos para definir o ato de investir ou não em um negócio nos estágios iniciais.

O que é due diligence? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que é due diligence? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Definindo a diligência

A due diligence — ou devida diligência — é definida como uma investigação de um investimento em potencial ou produto para confirmar todos os fatos apresentados.

Esses fatos podem incluir itens como a revisão de todos os registros financeiros, desempenho anterior da empresa e qualquer outra coisa considerada material. Para investidores individuais, fazer a devida diligência em um potencial investimento é voluntário, mas altamente recomendado.

Pode-se considerar uma variedade de fatores ao realizar a due diligence em uma ação, incluindo capitalização da empresa, receita, avaliações, concorrentes, gestão e riscos. A iniciativa serve para o investidor saber “em que buraco está se metendo”.

Sequência de análise

Normalmente, a due diligence segue uma sequência de avaliações para obter as informações necessárias antes de efetuar o investimento em uma startup, por exemplo. É um grande passo para tomar a decisão final.

  1. Análise da capitalização da empresa;
  2. Tendências de receita, lucro e margem;
  3. Concorrentes e mercado;
  4. Múltiplas métricas de avaliação (P/E, PEGs, P/S);
  5. Gestão e participação acionária;
  6. Balanço patrimonial;
  7. Histórico do preço de ações;
  8. Possibilidades de liquidação ou dissolução de ações;
  9. Expectativas;
  10. Riscos de longo e curto prazo.

A possibilidade de deal break (rompimento)

Deal break ou quebra de acordo tem muitos significados dependendo do cenário. Quando falamos sobre investidores e startups podem acontecer por muitos fatores, mas identifica a impossibilidade de dar continuidade no investimento, principalmente, por falha nas expectativas de uma das partes ou ambas.

O relacionamento entre uma startup e um investidor é um compromisso de longo prazo. Lembra um casamento, depende de confiança, honestidade e transparência. Se alguma dessas qualidades estiver faltando entre os dois, há pouca chance de que qualquer valor de longo prazo possa ser criado.

Não é exagero dizer que a reunião inicial do argumento de venda (pitch) se parece muito com um primeiro encontro, quando cada lado procura por uma “conexão instantânea” e muitas promessas são feitas.

O período de due diligence que se segue é semelhante à fase do namoro, sendo crucial para decidir o destino do relacionamento.

Normalmente, é essa fase que determina se o relacionamento startup-investidor será de longo prazo ou término. A due diligence é a “investigação” do “parceiro” para tomar a decisão de prosseguir com a parceria ou não, em caso negativo isso é um deal break.

Com informação: Investopedia 1, 2, Retipster, Your story.

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Leandro Kovacs

Ex-autor

Leandro Kovacs é jornalista e radialista. Trabalhou com edição audiovisual e foi gestor de programação em emissoras como TV Brasil e RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná. Atuou como redator no Tecnoblog entre 2020 e 2022, escrevendo artigos explicativos sobre softwares, cibersegurança e jogos.

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