O que são beacons?

Os beacons são pequenos dispositivos responsáveis por enviar notificações para pessoas que estão próximas ao local que estão instalados

Janaína Dantas
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Se você já entrou em uma loja e, em seguida, recebeu notificações com promoções ou outros alertas, fique tranquilo, pois não foi coincidência ou outra coisa sobrenatural querendo que você gaste mais, foi só o chamado marketing de aproximação entrando em ação através de um beacon. Continue comigo para saber o que é e como funciona essa tecnologia.

O que são beacons? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que são beacons? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Beacons são pequenos dispositivos que utilizam a tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE) para enviar sinais únicos para tablets e smartphones que estão próximos a ele. Para simplificar, pense em um farol que emite sinais que devem ser recebidos e interpretados pelos marinheiros naquela área. O beacon funciona da mesma forma: ele é o emissor e o celular é o receptor.

Assim, se o cliente estiver com o bluetooth ligado e passar por alguma área onde um sistema de posicionamento ou rede IoT com beacons estão configurados é bem provável que receba uma notificação com ações promocionais daquele local.

Além de mensagens sobre descontos, uma marca pode ainda usar o beacon para fornecer dados complementares sobre um produto ou até informações geográficas sobre um local.

A gente sabe, no entanto, que oferecer uma boa experiência ao cliente é essencial e que spam não é legal, mas não se preocupe. De acordo com a Pointr, empresa especializada em tecnologia de localização interna, esses dispositivos podem alcançar até 70m sem obstruções. Assim, caso o usuário não goste desse tipo de mensagem é só desligar o bluetooth enquanto estiver dentro daquele raio.

Tela de smartphone com configurações com bluetooth. (Imagem: Sten Ritterfeld/Unsplash)
Um usuário pode desligar o bluetooth para não receber notificações. (Imagem: Sten Ritterfeld/Unsplash)

Vantagens do beacon

Depois de descobrir o que é e como funciona essa tecnologia, é hora de saber quais são os pontos favoráveis:

  • Mensagens personalizadas: com o beacon, é possível enviar notificações de acordo com o hábito do cliente e suas preferências de consumo. Isso faz com que ele se sinta especial e estreite a relação com a marca;
  • Baixo custo: por ser um dispositivo pequeno e construído com materiais mais baratos (como o plástico), ele acaba saindo bem mais em conta do que outros produtos ou serviços de marketing;
  • Fácil adoção: o tamanho dele nos leva a uma outra vantagem: uma implementação rápida e fácil. Além disso, normalmente ele acompanha um kit de desenvolvimento de software e ferramentas de gerenciamento de back-end, o que vai facilitar a integração da solução beacon e aplicativos existentes;
  • Amplo alcance: os dispositivos são compatíveis com a maioria dos smartphones — o que  aumenta a chance de impactar com a sua comunicação. Basta que os usuários tenham o iOS 7 ou Android 4 (ou versões superiores) em seus celulares.

Desvantagens do beacon

Para saber se faz sentido para o seu negócio adotar essa tecnologia, é importante que conheça alguns pontos de atenção:

  • Permissão do usuário: como disse, uma pessoa pode escolher desligar o bluetooth para não receber as notificações da sua marca. Mas nem tudo está perdido: você pode trabalhar com ações voltadas ao cliente para explicar do que se trata o beacon e oferecer uma experiência de usuário mais completa;
  • Aplicativo próprio: na maioria dos casos, os dispositivos funcionam apenas quando emparelhados a um app — e o impacto é maior quando é um próprio. Em último caso, no entanto, você pode usar aplicativos de terceiros. Porém, a experiência não será a mesma.

Apesar de ser muito forte no varejo e no marketing, o beacon pode ser usado por outros mercados como o de hotéis, logística, construção e eventos. Tendo uma estratégia de marketing bem elaborada com o usuário no centro, o céu é o limite.

Com informações: Intellectsoft

Janaína Dantas

Analista de conteúdo

Janaína Dantas é jornalista formada pela Fapcom e fala sobre tecnologia desde 2019. Antes de ser analista de conteúdo no Tecnoblog, escreveu no Startupi e cobriu eventos sobre startups, inovação e empreendedorismo. Já atuou na área de comunicação de uma ONG e hoje faz trabalhos voluntários para democratizar o acesso à informação.

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