Parcelamento no PicPay: o que saber sobre taxas e condições antes de usar

O PicPay oferece diversas opções de parcelamento para consumidores e lojistas; conheça cada uma das opções e avalie se vale a pena no seu caso

Giovanni Santa Rosa
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O PicPay oferece a opção de parcelar compras e boletos. No entanto, essa modalidade envolve taxas e juros, que deixam as contas mais caras e exigem atenção. Para quem é lojista, também é possível aderir ao plano PRO. Com ele, os clientes podem parcelar sem juros, mas a taxa para o empreendedor aumenta.

PicPay
PicPay (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Parcelamento de boletos para pessoas físicas

O PicPay permite parcelar boletos e pagar com o cartão de crédito, seja o PicPay Card da própria empresa, seja de outra administradora. Ao fazer isso, você vê a simulação em até 12 parcelas iguais. A taxa de serviço é de 4,99%. Os juros são de 4,49% por mês.

A empresa diz que é possível pagar contas de água, luz, telefone e gás, aluguel, débitos de veículos, impostos e faturas de cartão de crédito com o aplicativo. Esse último tipo, porém, nem sempre é aceito.

Ao comprar um Xbox Series X no valor de R$ 4.349,00, por exemplo, o pagamento do boleto com cartão sai por R$ 4.566,02 à vista ou em até 12 prestações de R$ 500,45, totalizando R$ 6.005,40.

Para você entender melhor, fizemos uma simulação com um valor redondo.

Simulação de pagamento em até 12 vezes no cartão de crédito usando o PicPay (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

Vamos ver a simulação:

  • Valor da compra – R$ 100;
  • Número de parcelas – 10 (você vai pagar em 10x);
Número de parcelasValor da parcelaValor pago a mais no fim do parcelamento% de taxas e juros totais
1R$ 104,99R$ 4,994,99%
2R$ 56,06R$ 12,1212,12%
3R$ 38,19R$ 14,5714,57%
4R$ 28,03R$ 12,1212,12%
5R$ 23,91R$ 19,5519,55%
6R$ 20,35R$ 22,1022,1%
7R$ 17,81R$ 24,6724,67%
8R$ 15,91R$ 27,2827,28%
9R$ 14,44R$ 29,9629,96%
10R$ 13,26R$ 32,6032,6%
11R$ 12,30R$ 35,3035,3%
12R$ 11,51R$ 38,1238,12%

Vale a pena parcelar um boleto para ganhar cashback?

O PicPay é famoso por suas promoções envolvendo dinheiro de volta, o tão falado cashback. Em algumas ocasiões, a empresa oferece a devolução de uma porcentagem paga em um boleto parcelado.

Mas, como mostramos aqui, dividir o pagamento em prestações gera juros, que deixam a conta mais cara.

Para valer a pena, o cashback tem que ser maior que o adicional pago em juros e taxas. Do contrário, faz mais sentido pagar o boleto à vista com o saldo da conta para não precisar gastar com tarifas.

Parcelamento de fatura PicPay Card

Outra conta que dá parcelar no PicPay é a fatura do próprio PicPay Card. Para isso, é preciso dar uma entrada e dividir o restante. As parcelas precisam ser de, no mínimo, R$ 10.

Ao escolher essa opção, são cobrados adicionais como multa, juros de mora (se a fatura não foi paga até o vencimento), juros do parcelamento e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Os juros do financiamento da fatura são de 1,99% ao mês e 26,67% ao ano. O IOF é de 0,38% sobre o valor parcelado mais 0,0082% ao dia. Juntando tudo, temos o Custo Efetivo Total (CET) de 38,61% ao ano.

O cálculo é feito em cima do valor total e todos os juros do período em que for feito o parcelamento, utilizam de amortização para tornar as parcelas iguais.

Ao fazer um parcelamento, o limite do PicPay Card fica “ocupado” e volta a ficar disponível gradualmente, conforme a dívida é quitada. Se o cliente quiser, pode antecipar o pagamento das próximas faturas para liberá-lo.

Outra forma é antecipar o pagamento das parcelas. Para isso, é necessário ter pago ao menos uma delas. O PicPay indica o contato pelos telefones 4003-3939 (capitais) ou 0800 800 3939 (outras regiões) para saber mais sobre o assunto.

Só é possível cancelar o parcelamento de fatura em até sete dias após a contratação. Não é possível alterar a quantidade de parcelas.

Como funciona para o lojista?

O PicPay oferece seu plano PRO, que não tem mensalidades ou aluguel, mas desconta 4,29% sobre o valor de cada venda. Os clientes podem pagar via transferência ou QR Code, link de pagamento, usando o PicPay ou o Pix.

Essa opção é voltada para profissionais liberais e pequenos comerciantes, por exemplo, para que eles possam dar aos clientes mais opções de pagamento.

Vantagens do PRO

Com o PRO, não há limite de recebimento via cartão de crédito. O valor é disponibilizado à vista na carteira sem taxas de adiantamento ou transferência, mesmo que o cliente tenha parcelado.

Um dos diferenciais é oferecer ao consumidor o parcelamento sem juros em até 12 vezes.

Nesse modelo, quem paga as taxas é o profissional ou lojista. São cobrados os 4,29% básicos mais o adicional do parcelamento, que depende do número de prestações.

Número de parcelasTaxa adicional cobrada sobre o valor da venda
2x sem juros6,78%
3x sem juros9,11%
4x sem juros11,47%
5x sem juros13,86%
6x sem juros16,29%
7x sem juros18,75%
8x sem juros21,24%
9x sem juros23,76%
10x sem juros26,32%
11x sem juros28,90%
12x sem juros31,52%

Para clientes e lojistas, o PicPay oferece diversas formas de comprar e vender de forma parcelada. As taxas variam, e você deve fazer as contas para entender o que vale a pena no seu caso.

Preciso ter limite no cartão para parcelar?

Sim. Ao parcelar um boleto, por exemplo, é como se você estivesse fazendo uma compra no valor total, incluindo os juros. É preciso ter este limite disponível no cartão.

Posso esconder as transações dos meus amigos?

Pode sim! O PicPay tem uma função de feed, que mostra no que você e seus amigos estão gastando, mas é possível ocultar pagamentos.

Posso parcelar Pix também?

Sim, você pode parcelar Pix. O PicPay oferece o recurso, que funciona assim: você faz um Pix, a pessoa recebe a vista, e você paga parcelado usando seu cartão de crédito. No entanto, você vai pagar taxas e juros sobre isso. A cobrança é de 4,99%, mais 4,49% mensais por parcela.

Com informações: PicPay 1, 2, 3, 4, 5, 6.

Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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