Motorola acerta de novo com o Moto G

Com processador quad-core de 1,2 GHz e tela 720p, Moto G chega por 649 reais.
Moto G tem modelos com suporte a dois chips e 16 GB de armazenamento.

Paulo Higa
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A Motorola lançou hoje o Moto G, um smartphone com o design do Moto X e preço mais acessível. Custando 649 reais no modelo com 8 GB de armazenamento interno, o Moto G chega ao Brasil prometendo desempenho de ponta, boa qualidade de construção e garantia de atualização para a próxima versão do Android. E pelo pouco que mexi nele até agora, arrisco dizer que a Motorola acertou mais uma vez.

O Moto G tem bons componentes, a começar pela tela: apesar de não possuir cores tão saturadas quanto o AMOLED do Moto X, o painel LCD de 4,5 polegadas do Moto G impressiona os olhos, ainda mais se considerarmos o preço do aparelho. O ângulo de visão é ótimo e a definição da tela agrada bastante: com resolução de 1280×720 pixels, é quase impossível enxergar pixels individuais, mesmo forçando bastante a vista.

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O hardware é interessante para um Android dessa faixa de preço: há 1 GB de RAM e chip Snapdragon 400, formado por processador quad-core de 1,2 GHz e GPU Adreno 305. Ele não tem o desempenho dos dois núcleos potentes Krait 300 de 1,7 GHz do Moto X; em vez disso, há quatro núcleos Cortex-A7, mais econômicos. Funciona bem como instrumento de marketing (o termo “quad-core” certamente chamará muitos compradores) e não faz feio na prática.

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O Android 4.3 do Moto G é praticamente puro, o que provavelmente explica o bom desempenho: sem aplicativos inúteis pré-instalados e interfaces cheias de animações, sobra mais poder de processamento para o usuário. O Moto G mostra suas limitações ao ser mais exigido, com vários aplicativos e um jogo pesado rodando ao mesmo tempo, mas ainda está acima da média.

Só que ele tem um Android puro “demais”. A Motorola deixou de lado recursos como o útil Active Display, que pulsa uma notificação na tela durante alguns segundos; em vez disso, há um LED de notificações próximo à câmera frontal. O Moto G também não fica sempre reconhecendo sua voz, então não adianta dizer “Ok, Google Now” com a tela desligada: ele não acordará sozinho. É o preço a se pagar pela falta de uma tela AMOLED (que acende apenas os pixels necessários, economizando energia com o Active Display) e um chip Motorola X8 (com processador dedicado para reconhecimento de voz).

O design segue as mesmas linhas do Moto X, o que significa que a pegada é boa: a curvatura na traseira, somado com a largura compacta, faz com que segurar o aparelho seja agradável. A tampa traseira (que foi excepcionalmente difícil de ser removida) tem um acabamento emborrachado. A bateria não é removível e infelizmente não há entrada para cartão de memória, então você só tem acesso ao slot para o Micro-SIM.

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Ainda precisamos dar uma olhada melhor no Moto G, para testar a qualidade das fotos da câmera, a duração da bateria de 2.070 mAh e o desempenho no uso diário, mas ele parece ser mais um bom smartphone da Motorola, que vem lançando aparelhos com ótima relação custo-benefício. No momento, não consigo me lembrar de nenhum Android com hardware superior ao Moto G que custe menos que os 649 reais cobrados pela Motorola.

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Na loja online da Motorola, o Moto G começa a ser vendido amanhã, custando R$ 649 (single SIM) e R$ 699 (dual SIM), com 8 GB de armazenamento interno. As versões de 16 GB serão vendidas em duas edições especiais: Moto G Colors Edition por R$ 799 (acompanha quatro capas coloridas e chega em 18 de novembro) e Moto G Music Edition por R$ 999 (acompanha fone de ouvido sem fio Tracks Air e chega na primeira semana de dezembro).

Estamos com o Moto G e publicaremos o review completo em breve.