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Quer jogar em 4K no PC? Prepare-se para gastar muito

Jogar em 4K no PC ainda é bem caro: monitores e principalmente GPUs com suporte à resolução têm preços bem salgados

7 anos atrás

Agora que TVs 4K se tornaram um padrão da indústria, é evidente que além de assistir filmes e seriados muita gente queira conferir seus games favoritos na resolução mais absurda possível. Tanto o PS4 Pro quanto o Xbox One X já suportam 4K. Já no PC a história é outra. Até é possível configurar um PC gamer 4K, mas é preciso manter em mente que será preciso gastar muito. Mas muito mesmo.

pc gamer / pexels

Para jogar em 4K no computador é preciso focar em três quesitos principais: monitor e GPU são os mais óbvios, mas o atributo conexão não pode ser levado levianamente. Em primeiro lugar, versões mais antigas do Windows, como o Windows 8, têm problemas de resolução se a densidade de pixels se aproximar de 200 ppi. Um monitor de 30 a 32 polegadas é algo interessante, mas com um menor de 24" as coisas começam a ficar complicadas.

O Windows começa a demonstrar problemas de escala tanto nos navegadores quanto na Área de Trabalho, e alguns games como League of Legends são afetados também. Ainda que ofereçam a opção de corrigir a escala, a definição da imagem cai. Portanto, um primeiro ponto a considerar é: compre um monitor grande. Um monitor 4K de 32" e proporção 16:9 possui 138 ppi, um índice aceitável e livre de bugs.

Resolvida essa parte vem o impedimento principal: preço. Veja bem, com exceção da TV da Polaroid, aparelhos 4K ainda custam um braço e uma perna. Por exemplo, tomemos o monitor PN-K321 da Sharp. 32 polegadas, resolução 4K em proporção 16:9, apenas 3,5 mm de espessura, display IGZO, baixíssimo consumo de energia, quatro portas HDMI, uma DisplayPort, caixas de som e saída para fone de ouvido, uma beleza.

Infelizmente, o preço não é nada convidativo: por US$ 3.595,00 é um dispositivo voltado para profissionais, embora nada impeça que um gamer hardcore com a carteira recheada adquira um. Caso queira um monitor mais básico, mas que ainda seja compatível com 4K, a Samsung tem uma opção de 28 polegadas.

amd-radeon-295x2

Só que o monitor é apenas uma parte da equação, e outro problema a ser resolvido é a GPU. Pior, não basta ter uma única placa de vídeo boa. O problema de tratar imagens em 4K em games reside não só na capacidade de processamento da CPU, mas na RAM da GPU (VRAM). Pouca memória não oferecerá banda suficiente para o processamento de imagens. Testes feitos com duas placas GeForce GTX 780 Ti da nVidia ligadas em SLI com o jogo Crysis 3 foram pífios: a média do framerate não ultrapassou 3 fps.

Duas placas do tipo oferecem 6 GB de VRAM e isso não foi o suficiente. Em suma, para executar games em 4K, num framerate ao menos aceitável, será preciso no mínimo uma banda de vídeo de 8 GB de VRAM, conseguida com duas placas top de 4 GB. A Radeon 295X2 da AMD (acima) oferece 8 GB de VRAM, um par de GPUs Titan totalizariam 12 GB, embora os preços também não são nada legais (para a época do lançamento): a placa da AMD custa US$ 1.500,00, enquanto uma única Titan sai por quase o mesmo preço.

displayport-hdmi

Por fim, outro grande problema é a conexão de vídeo. Embora o HDMI hoje seja padrão, a versão 1.4 presente em algumas placas de vídeo não suporta 4K a 60 fps, apenas a 30 fps. O suporte a 60 frames por segundo só foi introduzido a partir do HDMI 2.0. A solução repousa na conexão DisplayPort, que a maioria das placas de vídeo e os monitores 4K suportam. Ainda assim há um porém: é preciso um cabo DisplayPort 1.2, já que versões mais antigas não suportam resoluções maiores do que 2560 × 1600 pixels.

No fim das contas, somando gastos apenas com monitor e GPU o custo de rodar games 4K no computador ficaria entre US$ 2.200,00 e US$ 5 mil, considerando apenas a placa da Radeon. Ainda vai levar um tempo (talvez não muito) para o custo da resolução sofrer uma amortização considerável. Portanto, investir em 4K agora pode não ser a melhor opção. De qualquer forma, seria lindo ter um monitor grande para jogar nossos games favoritos numa resolução de cair o queixo sem ter que detonar a carteira.

Com informações: Digital Trends

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