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A estreia oficial do Spotify no Brasil

Emerson Alecrim Por

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Chega de espera, chega de acesso apenas mediante convite. Depois de ter ensaiado a sua chegada ao Brasil várias vezes, o Spotify reuniu a imprensa na manhã desta quarta-feira (28), em São Paulo, para finalmente anunciar a estreia oficial de seu serviço no país.

O “finalmente” não é exagero. Os rumores da presença do serviço no Brasil surgiram há mais de um ano e começaram a ganhar força quando a empresa anunciou, em março de 2013, algumas vagas de emprego para o país. As expectativas ficaram ainda maiores no final do mesmo ano, quando o Spotify estreou em vários países da América Latina. Mas não aqui, no final das contas.

Para não dizer que, desde então, nada aconteceu, os usuários que acessavam o site do Spotify no Brasil durante os últimos meses se deparavam com um campo para cadastrar seu e-mail e receber um convite. Era isso, criar uma conta na versão norte-americana (ou de outro país) ou simplesmente continuar esperando.

Por que o Spotify demorou tanto para estrear no Brasil?

Há informações não oficiais de que a empresa enfrentou problemas burocráticos, especialmente sobre a cobrança do serviço em reais. No entanto, durante o evento, Gustavo Diament, diretor do Spotify para a América Latina, reforçou a argumentação dada em outras ocasiões: a companhia preferiu iniciar suas operações aos poucos, de modo a não deixar nada faltando.

Sendo mais preciso, Diament explicou que a empresa quis garantir que os usuários brasileiros tenham streaming com a mesma qualidade de áudio que existe nos Estados Unidos, um acervo de músicas respeitável e que dá bastante espaço a artistas brasileiros (Gaby Amarantos, Marcelo Jeneci e Fernanda Takai estiveram na coletiva meio que para reforçar este aspecto) e, principalmente, suporte local: o atendimento ao usuário brasileiro já é feito todo em português e os aplicativos oficiais foram traduzidos há pouco tempo.

Marcelo Jeneci, Fernanda Takai (Pato Fu) e Gaby Amarantos

Marcelo Jeneci, Fernanda Takai (Pato Fu) e Gaby Amarantos

Gustavo Diament resumiu a explicação dizendo que só agora a experiência [de uso] do Spotify no Brasil ficou pronta. Diante de tantos cuidados, dá até para presumir que a companhia instalou servidores no país, mas o executivo negou, explicando não haver necessidade – o carregamento das músicas demora apenas 200 milissegundos, de acordo com as suas palavras.

O serviço funciona bem mesmo e o acervo de músicas parece condizente com os gostos predominantes no Brasil, com várias playlists caprichadas baseadas nos ritmos do país. Mesmo assim, é difícil refutar a ideia de que o Spotify enfrentou barreiras para desembarcar de vez em terras tupiniquins.

Um dos motivos é a questão da cobrança. Por enquanto, usuários brasileiros do plano Premium precisam desembolsar US$ 5,99 e fazer o pagamento com cartão de crédito internacional, uma vez que a companhia ainda não conseguiu implementar um meio de cobrança em reais. Mas, se é assim, e o argumento de que a estreia só aconteceria quando tudo estivesse pronto?

400 mil inscrições para convites

Intencional ou não, o fato é que o “atraso” (o pessoal do Spotify abominou esta palavra durante toda a coletiva) gerou grande expectativa, tanto é que mais de 400 mil pessoas se inscreveram no site do Spotify para receber um convite, segundo Gustavo Diament. Além disso, os apps oficiais já registraram mais de 200 mil downloads no Brasil.

Gustavo Diament, chefão do Spotify na América Latina

Gustavo Diament, chefão do Spotify na América Latina

Para um serviço que, até então, não tinha sido lançado oficialmente por aqui e recebeu poucas campanhas de divulgação, são números animadores, tanto que Gustavo revelou que os planos da companhia para o mercado brasileiro são bastante ambiciosos, embora o executivo não tenha esmiuçado as metas.

Para conquistar os consumidores brasileiros, o Spotify vai atacar com várias armas: seu generoso acervo de 30 milhões de músicas (e que aumenta em 20 mil faixas por dia), o já mencionado suporte em português, as ferramentas para playlists (há mais de 1 bilhão delas, muitas das quais criadas por curadores pagos especialmente para esta tarefa) e, em um futuro próximo, cobrança em reais com suporte a cartões de crédito nacionais.

A pirataria é o nosso principal concorrente

O plano pago do Spotify custa US$ 5,99 por mês e, quando houver opção de pagamento em reais, sairá por R$ 14,90 mensais. O problema é que serviços rivais estão com uma política de preços bastante agressiva no Brasil. O Deezer, por exemplo, oferece assinaturas do plano Premium+ por R$ 7,49 ao mês.

Para Gustavo Diament, os preços convidativos dos rivais não são um problema: “o nosso maior concorrente é a pirataria”. Na visão da empresa, o maior desafio no país é fazer com que as massas descubram que já existe uma opção muito mais viável do que o já clássico ritual de baixar músicas ilegalmente.

Esta postura significa duas coisas: é pouco provável que o Spotify venha a trabalhar com preços abaixo de R$ 10; a empresa aposta que seu acervo e suas ferramentas são grandes diferencias. Neste ponto, não dá para negar que o ecossistema de playlists é um de seus pontos mais fortes.

Planos do Spotify

Planos do Spotify

Se a questão do preço atrapalhar, vale ressaltar que o Spotify continua tendo um plano gratuito na manga. Esta opção dá acesso a todo o acervo do serviço, mas veicula peças publicitárias de tempos em tempos e possui algumas limitações, como execução de playlists apenas em ordem aleatória nos apps móveis. Ainda assim, é uma alternativa bastante atraente. Não é por acaso que, de seus atuais 40 milhões de usuários atuais, 30 milhões são adeptos do plano free.

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Eduardo Sampaio
Bom plano? Consegui ouvir música no carro indo para o trabalho num percurso de 60 km com plano pré pago da tim e só interrompeu 2x e por uns 5s no máximo, isso pq passo pela BR e lugares considerados de zona rural. As pessoas compram tanta besteira por +- R$ 15,00 e acham caro pagar R$ 15,00 por um mês completo desse serviço?
Tiago Celestino
Acho que o Spotify se tornou o que é hoje (uma Apple do streaming musicais) por ser a pioneira. Eu uso muito o Rdio e até agora não tenho o que reclamar. Realmente, a app deles precisam mudar a interface e muitos bug's, porém nunca deixei de encontrar minhas músicas por lá. Sem contar que além de ter o off-sync, tenho uma especie de Remote para controlar o player em qualquer lugar que esteja tocando (Chromecast ou no computador).
Diogo Benicá Pereira
Também utilizava o Grooveshark, mas usando o Spotify após um tempo, não tem comparação. Grooveshark não tem as músicas organizadas (várias repetidas ou com nomes errados). Falta também a qualidade, que varia de música para música. Aqui em casa o link de internet é de 35mb e ainda sim o Grooveshark insiste em engasgar com uma boa frequência. O Spotify toca a música "lisamente". Às vezes até me esqueço que estou ouvindo online.
Vinicius Morais
Qual a vantagem entre os serviços Spotify / Deezer e o já conhecido GrooveShark? Só a possibilidade de ouvir offline? Se for só isso, não vejo lá muita vantagem...
@
Pagar R$ 15,00 por mês para escutar música? Ainda temos que embutir nesse valor final os custos de um bom plano de dados. Pelo preço, não vejo nenhuma vantagem em ser assinante desse tipo de serviço. - Ah, mas dá pra escutar as músicas Offline! Mesmo assim, o preço continua elevado para o que ele oferece. R$ 5,00 estava de bom tamanho.
Elton V. Silva
Luciano Rosa, eu usava o Rdio também. Agora estou usando o período Premium do Spotify e estou curtindo. A única coisa que eu tinha no Rdio e não tenho no Spotify era o plano família.
Elton V. Silva
Abraão Caldas, vai melhorar. Ouvi dizer que vão atualizar/lançar apps para Windows Phone e Windows 8 em breve.
Rafa Jonatas
por enquanto continuarei no Deezer , não consigo ver diferença a não o preço claro!
Abraão Caldas
Guilherme Marafon Acho que isso é uma questão de gosto pessoal.
Guilherme Marafon
O Spotify do Android tá perfeito.
Luciano Rosa
Eu uso o Rdio, pensa app lotado de bugs. Se tivesse outras formas de pagamento eu usaria o Spotify com certeza.
Evan Myller
Não sei o Deezer, mas a qualidade de streaming e as apps do Spotify são excelentes, comparando com o melhor que já usei: Google Play Music. Sou cliente premium de ambos há anos.
Daniel Sousa
Evan Myller Ah, massa então. Os discos que eu procurei e não achei em um, também não achei no outro. Então, meio que tá pau a pau, de qualquer forma. Por enquanto fico no Deezer por ser mais barato, rs
Evan Myller
Errado. Spotify é macaco velho em offline sync, mas só no plano Premium.
Daniel Sousa
E agora, Deezer ou Spotfy? Pelo que vi, a ferramenta de sincronizar para ouvir offline do Deezer não encontramos no Spotify, certo?
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