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Trump promete resolver conflito que fez ZTE suspender operações

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14/05/2018 às 13h07
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Na semana passada, a ZTE interrompeu as suas operações globais por conta das severas sanções que recebeu recentemente dos Estados Unidos. Se exagerada ou não, a decisão conseguiu chamar atenção de ninguém menos que Donald Trump: via Twitter, o presidente dos Estados Unidos revelou que já está conversando com Xi Jinping, presidente da China, para encontrar uma solução para o impasse.

A ZTE é uma das maiores fabricantes de smartphones da China. Como tal, a companhia emprega cerca de 75 mil trabalhadores, a maioria em seu país de origem. Trump menciona justamente o risco de perda de postos de trabalho como o principal motivo para tentar uma solução.

ZTE Axion Elite

Mas o que aconteceu? Em 2017, a ZTE vendeu equipamentos de rede, servidores e chips com tecnologias desenvolvidas nos Estados Unidos para Coreia do Norte e Irã. As leis norte-americanas proíbem operações desse tipo. Por conta disso, a ZTE teve que pagar uma multa de US$ 890 milhões.

Os executivos responsáveis também foram punidos, de acordo com a companhia. No entanto, o governo dos Estados Unidos afirma que, na verdade, eles não receberam nenhuma carta de repreensão ou tiveram seus bônus reduzidos, como esperado. Eis a consequência: empresas norte-americanas foram proibidas de fazer negócios com a ZTE.

É uma punição devastadora porque, entre outras limitações, a ZTE acabou sendo impedida de obter chips da Qualcomm para seus dispositivos móveis e não pode mais manter um acordo de licenciamento com o Google para acesso ao ecossistema do Android.

Além de conversas com o presidente chinês, Trump diz que orientou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos — o mesmo órgão que aplicou as sanções — a resolver o problema. Não há detalhes sobre o que será feito, mas é possível que o acordo envolva provas sobre punição aos executivos responsáveis pelas vendas ou um comprometimento formal da ZTE sobre não violação de tratados comerciais.

Mesmo que um acordo saia daí, o clima de tensão entre Estados Unidos e companhias chinesas deve perdurar. Não faz muito tempo que agências de segurança norte-americanas pediram que os cidadãos do país não usem dispositivos da Huawei por temor de espionagem, só para dar um exemplo.

No âmbito político também há pressão. O congressista Adam Schiff respondeu ao tweet de Trump dizendo que o presidente deveria se preocupar mais com a segurança nacional do que com os empregos dos chineses.

Com informações: CNN.

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