Há algum tempo um malware começou a atacar especificamente um sistema não muito usado mundialmente. Ao invés de mirar no Windows, essa ameaça ataca usuários de Mac OS X. Chamado de Mac Defender (com variante Mac Security), o malware precisa ser baixado e instalado voluntariamente pelo usuário antes que ele ofereça qualquer tipo de ameaça ao computador dele. E hoje foi revelado que esse é um dos motivos pelo qual a Apple não vai ajudar diretamente tais usuários.


O site ZDNet teve acesso a um dos artigos usados como guia para funcionários do setor de suporte da Apple. O guia fala como o funcionário deve agir caso um usuário de Mac tenha sido infectado pelo malware: não desinstalar nada.

O máximo que o suporte pode oferecer é direcionar o usuário a artigos indicando o que é esse tipo de ameaça, mas nenhum deles está autorizado a removê-lo ou a sequer confirmar se o computador foi infectado ou não. Além disso, o guia também diz que os funcionários de suporte não podem escalar o pedido para outro nível de suporte e nem enviar os usuários para uma loja física da Apple, pois nenhum dos funcionários da loja está autorizado a prestar suporte nesses casos.

Apesar de parecer uma política meio estranha essa de ‘não limpamos a sua sujeira’, eu entendo o porquê da Apple não querer ajudar usuários infectados. Se eles foram ingênuos o bastante para se contaminar, eles devem aprender a se limpar também. Ainda assim, uma política dessa soa bastante arrogante para uma empresa de tecnologia, principalmente porque diversas outras oferecem suporte, pago ou gratuito, para o mesmo tipo de problema.

Mas ei, quando o CEO da empresa é Steve Jobs, você meio que espera um pouco de arrogância ser passada nas atitudes, certo?

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Escrito por

Rafael Silva

Rafael Silva

Ex-autor

Rafael Silva estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Como redator, produziu textos sobre smartphones, games, notícias e tecnologia, além de participar dos primeiros podcasts do Tecnoblog. Foi redator no B9 e atualmente é analista de redes sociais no Greenpeace, onde desenvolve estratégias de engajamento, produz roteiros e apresenta o podcast “As Árvores Somos Nozes”.