Facebook perde US$ 40 bilhões em valor de mercado após escândalo da Cambridge Analytica
A queda tirou o Facebook da lista das cinco empresas mais valiosas do índice S&P 500
O Facebook se meteu em mais uma polêmica no final de semana, após se envolver em uma violação de informações de 50 milhões de usuários nos Estados Unidos. O escândalo da Cambridge Analytica custou bem caro: nesta segunda-feira (19), as ações da rede social fecharam o dia com queda de 6,8%, resultando em uma perda de US$ 40 bilhões em valor de mercado.
A queda tirou o Facebook da lista das cinco empresas mais valiosas do índice S&P 500, que reúne as quinhentas maiores companhias de capital aberto nas bolsas de Nova York. Com US$ 501 bilhões em valor de mercado, a rede social fica atrás de Apple (US$ 889 bilhões), Alphabet (US$ 765 bilhões), Amazon (US$ 748 bilhões), Microsoft (US$ 715 bilhões) e Berkshire Hathaway (US$ 504 bilhões).
A fortuna pessoal de Mark Zuckerberg teve uma queda menor: ele perdeu US$ 4,9 bilhões no dia e viu seu patrimônio descer para US$ 70,4 bilhões. Ele caiu uma posição no ranking de mais ricos do mundo, ficando atrás de Jeff Bezos, Bill Gates, Warren Buffett (Berkshire Hathaway) e Amancio Ortega (Inditex).
Cambridge o quê?
Tudo começou com um aplicativo de quiz, chamado thisisyourdigitallife, que obtinha dados como identidade, localização e curtidas. Os usuários autorizaram a coleta, então não há nada muito errado aqui. O problema é que o desenvolvedor repassou as informações à Cambridge Analytica, incluindo os contatos dos usuários, o que é proibido pelos termos da rede social. Ele teria recebido US$ 800 mil pelo trabalho.
Depois que as práticas questionáveis de coleta de dados foram descobertas, o Facebook retirou o aplicativo do ar e enviou solicitações formais à Cambridge Analytica para que as informações fossem destruídas. No entanto, nem todos os dados foram eliminados, o que significa que eles ainda poderiam ser utilizados para clientes da companhia, que incluem o presidente Donald Trump e, supostamente, grupos ligados ao Brexit.
Em meio ao escândalo, o New York Times informou que o diretor de segurança Alex Stamos deixaria o Facebook em agosto devido a desentendimentos com outros executivos, como a COO Sheryl Sandberg, sobre como investigar e divulgar as atividades russas na rede social. No Twitter, ele diz que “continua totalmente engajado” com o trabalho, mas não negou ou confirmou planos futuros.