Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta

Operação Cronos, formada por força-tarefa de órgãos de segurança de 11 países, revelou identidade de fundador do grupo LockBit. EUA oferece recompensa de US$ 10 milhões

Felipe Freitas
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• Atualizado há 2 semanas
Colagem com duas fotos de um mesmo homem
Força-tarefa internacional revelou a identidade de LockBitSupp, chefe do grupo de ransomware LockBit (Imagem: Divulgação/NCA)
Resumo
  • Dmitry Yuryevich Khoroshev, um russo de 31 anos, foi identificado como chefe do grupo de ransomware LockBit pela Operação Cronos, envolvendo 16 órgãos de segurança de 11 países.
  • A força-tarefa liderada pela National Crime Agency (NCA) do Reino Unido, com apoio da Europol, impactou significativamente as operações do LockBit, resultando na prisão de vários membros e na redução de 73% dos ataques no Reino Unido.
  • Khoroshev, que supostamente acumulou US$ 100 milhões com cibercrimes, está sob risco de ser condenado a até 145 anos de prisão.
  • Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à captura de Khoroshev, que evita viajar para países com tratados de extradição com os EUA.

O chefe do grupo de ransomware LockBit teve a sua identidade revelada nesta terça-feira (7). A Operação Cronos, formada por uma força-tarefa de 16 órgãos de segurança de 11 países, divulgou que o russo Dmitry Yuryevich Khoroshev, de 31 anos, comanda da organização. Segundo a investigação, Khoroshev acumulou US$ 100 milhões com os cibercrimes.

A Operação Cronos foi deflagrada em fevereiro deste ano e é liderada pela National Crime Agency (NCA), do Reino Unido. A força-tarefa conseguiu prejudicar a atividade do grupo LockBit e prender diversos membros envolvidos nos ataques de ransomware. Além da NCA, integram a força-tarefa órgãos de segurança da Alemanha, Austrália, Canadá, Finlândia, França, Estados Unidos, Japão, Países Baixos, Suécia, Suíça e Inglaterra, com apoio da Europol.

Estados Unidos pagará recompensa de US$ 10 milhões

(Imagem: Reprodução/BleepingComputer)
Site do LockBit na DeepWeb foi tomado por força-tarefa em fevereiro, mas identidade do chefe foi revelado neste mês (Imagem: Reprodução/BleepingComputer)

A justiça dos Estados Unidos está oferecendo uma recompensa de US$ 10 milhões por qualquer informação que leve à captura de Khoroshev. A dificuldade é que o alvo é russo e o país não permite a extradição de seus próprios cidadãos.

Ciente dos riscos que corre, Khoroshev não deve se locomover para qualquer país com tratado de extradição com os Estados Unidos. A Austrália, os Estados Unidos e o Reino Unido publicaram sanções contra o chefe do LockBit. Se condenado, Khoroshev pode pegar até 145 anos de prisão.

A recompensa ofertada pela justiça americana é 10% do que o fundador do LockBit ganhou com ransomware desde 2019. A Operação Cronos especula que o grupo lucrou US$ 500 milhões coma atividade, sendo que Khoroshev ganhou US$ 100 milhões nesse período.

O LockBit funcionava como um “Ransomware-as-a-Service”, na qual outros cibercriminosos utilizavam o sistema do grupo para realizar os ataques. Uma porcentagem da arrecadação ficavam com o LockBit.

Segundo a NCA, os ataques ransomware que utilizam a tecnologia do LockBit caíram 73% no Reino Unido desde fevereiro, com outros países também relatando quedas desses ataques.

Com informações: Ars Technica

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Felipe Freitas

Felipe Freitas

Repórter

Felipe Freitas é jornalista graduado pela UFSC, interessado em tecnologia e suas aplicações para um mundo melhor. Na cobertura tech desde 2021 e micreiro desde 1998, quando seu pai trouxe um PC para casa pela primeira vez. Passou pelo Adrenaline/Mundo Conectado. Participou da confecção de reviews de smartphones e outros aparelhos.

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