Foto por Isriya Paireepairit/Flickr

Quando podemos dizer que uma tecnologia está “morta”? Para alguns, é quando ela tenta e não consegue atingir uma participação de mercado relevante. Outros são mais radicais: ela só “morre” quando deixa de receber atualizações, ou quando deixa de funcionar.

Há um meio-termo para essa definição: quando a empresa responsável pela tecnologia confirma oficialmente sua morte. Neste final de semana, a Microsoft fez isso com o Windows 10 Mobile.

Joe Belfiore, vice-presidente do Windows, tuitou que a Microsoft continuará dando suporte ao Windows 10 Mobile com “correções de bugs e atualizações de segurança”, mas esclarece que “criar novos recursos e hardware não é o foco”.

Um dos problemas no Windows Phone e W10M é a falta de apps. No Twitter, Belfiore diz que a Microsoft tentou dar todo tipo de incentivo para desenvolvedores: “pagamos dinheiro, escrevemos apps para eles, mas o volume de usuários é muito pequeno para a maioria das empresas investir”.

O executivo diz que migrou para o Android “pela diversidade de apps e hardware”, e lembra que a Microsoft dá suporte a outras plataformas. De fato, nos últimos dias, a empresa lançou o navegador Edge para iOS, e um launcher renovado para Android.

Belfiore recomenda aos fãs de smartphones com Windows: “escolha o que é melhor para você”. Mas, é claro, a esperança por um Surface Phone ou algo parecido nunca morre. A Microsoft aparentemente está trabalhando no Windows Core OS, uma base que permitiria acrescentar módulos ao Windows 10 para adaptá-lo a qualquer tipo de hardware, incluindo PCs, consoles e… smartphones. Lá vamos nós de novo.

Com informações: Windows Central.

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Felipe Ventura

Felipe Ventura

Ex-editor

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. No Tecnoblog, atuou entre 2017 e 2023 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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