Raspberry Pi cria plano para evitar que faltem placas a usuários em 2023

Organização reservou 100 mil unidades das várias versões do Raspberry Pi para consumidores terem acesso às placas no próximo ano

Emerson Alecrim
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Raspberry Pi em linha de produção (imagem: divulgação/Raspberry Pi)
Raspberry Pi em linha de produção (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Os modelos da linha Raspberry Pi estiveram em falta em 2022. O problema foi causado pela escassez global de suprimentos que surgiu na pandemia. Mas 2023 promete ser um ano melhor. De acordo com Eben Upton, CEO da Raspberry Pi, mais de 100 mil unidades das plaquinhas foram reservadas para garantir o fornecimento no próximo ano a usuários finais.

As placas Raspberry Pi são populares por alinharem uma boa gama de recursos com preço baixo. Mas o cenário de escassez de chips fez os custos da organização aumentarem. Como consequência, o Raspberry Pi 4 de 2 GB ficou mais caro no final de 2021 (na verdade, voltou ao valor original após uma redução de preço).

Era para ser uma medida temporária. Mas, em 2022, a Raspberry Pi continuou enfrentando dificuldades para ter acesso a componentes em quantidades e custos razoáveis. É de se presumir que isso tenha afetado até o desenvolvimento do Raspberry Pi 5. A nova linha era esperada para este ano por muita gente.

Além da dificuldade para ser abastecida com componentes, a Raspberry Pi lidou com um expressivo aumento de demanda nos últimos anos. Resultado: muita gente teve dificuldade para encontrar as plaquinhas da organização no mercado, pelo menos com preços razoáveis.

Caixas do Raspberry Pi (imagem: divulgação/Raspberry Pi)
Caixas do Raspberry Pi (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

100 mil unidades para 2023 (e contando)

Em um anúncio publicado nesta semana, Eben Upton revelou que mais de 100 mil unidades do Raspberry Pi foram reservadas para vendas individuais em 2023. Elas estão divididas entre os modelos Zero W, 3A+ e 4.

Isso não quer dizer que esse é o total de unidades que a organização fornecerá no próximo ano. A reserva é apenas um meio de garantir que consumidores finais não fiquem sem as plaquinhas.

A explicação está no fato de que, em 2022, a compra de lotes do Raspberry Pi por indústrias e afins contribuiu para pessoas físicas terem dificuldades para encontrar o produto.

A expectativa de Upton é a de que a oferta das placas volte a níveis pré-pandêmicos no segundo trimestre de 2023 e fique normalizada até o final do mesmo ano. O executivo deixa claro que esse será um processo gradativo:

Conforme o ano avançar, é possível que você veja modelos Zero e Zero W voltarem à disponibilidade geral primeiro, seguidos por produtos como o Raspberry Pi 3A+, que não têm uma extensa base de clientes industriais; e, finalmente, as várias versões do Raspberry Pi 4.

Raspberry Pi em máquina (imagem: divulgação/Raspberry Pi)
Raspberry Pi em máquina (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Um pequeno aumento de preços

Esse plano não inclui uma manutenção dos preços, afinal, os custos para a organização aumentaram. A boa notícia é que as placas ainda continuam com preços acessíveis (pelo menos para compras nos Estados Unidos ou Europa).

O preço do Raspberry Pi Zero saltou de US$ 5 para US$ 10. A versão Zero W saiu de US$ 10 para US$ 15. As várias opções do Compute Module 4 tiveram um aumento de US$ 5.

O Raspberry Pi 4 continua partindo de US$ 35 (versão de 1 GB), mas a versão de 2 GB teve o seu preço mantido em US$ 45 (em 2020, o produto teve seu preço reduzido para US$ 35).

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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