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O grupo Anonymous voltou à ativa e entrou em ação de forma bruta: os ativistas derrubaram diversos sites ligado ao combate contra à pirataria. Nessa lista, se inclui o site do FBI, do DoJ (Departamento de Justiça Americano), da Casa Branca, da MPAA, da Universal Music e da RIAA. Foi o maior ataque já visto: em 20 minutos foram 10 sites derrubados, de acordo com o grupo. Leia mais

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As leis americanas que dizem respeito a direitos autorais estão, sem sombra de dúvida, dentre as mais rígidas do planeta. A DMCA é um bom exemplo desse tipo de lei, que é usada constantemente pelos estúdios para tirar conteúdos que eles consideram ilegais do ar. A MPAA, associação que representa esses estúdios, tem enviado várias cartas com avisos de infração de direitos autorais para o Google nos últimos meses e, segundo o texto delas, o acesso à internet da empresa pode ser cortado.
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4chan ataca e tira do ar sites de organizações anti-pirataria

Durante o final de semana passado membros do conhecido fórum 4chan planejaram e executaram vários ataques de DDoS aos sites da MPAA e RIAA, organizações americanas que combatem a pirataria de filmes e músicas, dentre outras coisas. A investida dos membros do fórum contra as organizações foi motivada por ataques similares contra sites de torrent como o Pirate Bay ocorridas semans atrás. O site da MPAA ficou indisponível por 21 horas e o da RIAA por 51 minutos. | CNET

Nos EUA existem duas agências americanas especializadas em “proteger” (está entre aspas porque elas esticam bastante o sentido da palavra) os direitos autorais de seus membros. A MPAA, que cuida dos filmes, e a RIAA, que cuida de música. Ambas divulgam vez ou outra alguns dados sobre a pirataria, incluindo números exatos em milhões de dólares diretamente ligados à perda de receita devido aos downloads ilegais. Na teoria essas informações teriam sido meticulosamente angariadas e baseadas em dados concretos, obtidos através de pesquisas aprofundadas e cálculos matemáticos.

Pirata em Londres

Mas uma agência do governo americano discorda. Segundo um relatório (PDF) liberado na terça-feira pelo Accountability Office (algo como escritório de responsabilidade, seja lá o que isso quer dizer), “é difícil, senão impossível, quantificar os impactos econômicos” da pirataria. Eles chegaram à essa conclusão de uma maneira mais exata do que as duas agências citadas no primeiro parágrafo: examinaram todos os dados publicados por elas e consultaram diversos experts dentro e fora do governo.

O relatório ainda indica quais são as principais falhas das indústrias ao contabilizar as perdas. A principal delas é assumir que todo e qualquer download não-pago representa uma venda perdida, algo que não pode ser garantido com 100% de certeza.

E o escritório não cita apenas a RIAA e MPAA. Agências relacionadas com a indústria de software e automobilística também são acusadas de criar números absurdos. A Associação de Fabricantes de Motores e Equipamentos liberou no ano passado uma estimativa de perda de 3 bilhões de dólares devido á falsificação de peças automotivas, mas a agência do governo não encontrou nenhuma referência à esse número dentro de relatórios e arquivos da associação. Já a Aliança de Software de Negócios, que reportou uma perda de 9 bilhões de dólares em 2008 devido à pirataria, foi acusada de criar números ao ser notado que os resultados dos estudos em países pesquisados extrapolavam os resultados em países que não foram pesquisados.

O relatório da agência só confirma o que vários especialistas da área tem dito ao longo dos anos: os bilhões e bilhões de dólares que as indústrias dizem perder por conta da falsificação ou pirataria digital são tão verdadeiros quanto uma nota de três reais e tão sólidos quanto gelatina de abacaxi.

[via ArsTechnica, BuzzOutLoud / Imagem sob licença CC de milabrya]

Enquanto algumas empresas como o Google Topeka criam brincadeiras divertidas e descompromissadas para celebrar o primeiro de abril, dia da mentira, também tem aquelas que aproveitam a data para engajamento político. O site de torrents russo Vertor, por exemplo, decidiu cutucar os grupos de proteção dos direitos autorais nessa data. Como? Enviando um pacote de camisinhas para suas autoridades.

MPAA, RIAA, IFPI, BREIN, BPI e BSA. Essas siglas podem não fazer sentido para você, mas são organizações que representam os interesses das indústrias fonográfica, cinematográfica e de mídia em geral. Todas elas vão receber em seus escritórios centrais uma singela encomenda do Vertor contendo um pacote de preservativos nos sabores morango, menta e – veja só – banana. Além disso, também receberão um cartão muito simpático contendo a seguinte mensagem:

Para quem não sabe inglês, a tradução:

Nós queríamos
que seus pais
tivessem usado isso.

De acordo com os responsáveis pelo site, os preservativos simbolizam o desejo de que os agentes das organizações de “proteção dos direitos autorais” (ou de proteção da famigerada indústria cultural) parem de se reproduzir. Assim, também parariam de espalhar pelo mundo seus ideais retrógrados que fazem com que pessoas sejam processadas por compartilhar conteúdo.

O Vertor ainda pede que outros usuários também comprem camisinhas e mandem para as organizações com mensagens similares. Eles até mesmo publicam cópias dos comprovantes das postagens feitas na UPS.

[via Download Squad, Vertor Blog]

Lançado em 2008, RealDVD é um programa que permite que usuários façam cópias digitais de seus filmes em DVD, seja apenas como backup ou para não depender da mídia física para assistir a um filme. Os arquivos gerados por ele são cobertos por DRM, tecnologia que impede que tais arquivos sejam pirateados. Desse jeito, o filme só poderia ser exibido em até 5 computadores autorizados, no caso, pelo RealDVD.

Ao ler isso pode-se imaginar que a MPAA, associação de filmes americana, não teria um problema com a RealNetworks, empresa que faz e vende o programa, certo? Eles têm uma licença para decriptografar o DVD e ainda colocam DRM impossível de ser removido no arquivo, ou seja, tomaram os passos necessários para impedir que os DVDs fossem distribuídos livremente em redes de compartilhamento. Ainda assim, a MPAA decidiu processar a RealNetworks alegando que a empresa “ilegalmente violou o direito deles de restringir o uso dos filmes no formato digital”.

MPAA X RealNetworks, quem ganhará?

MPAA X RealNetworks, quem ganhará?

Hoje esse processo deu um passo à frente e fez o ato de realizar um backup de um DVD dar quinze passos para trás. O juiz Judge Patel emitiu uma espécie de liminar impedindo a RealNetworks de vender o programa. O ponto mais absurdo é que a DVD Copy Association, que deu a licença para quebra da criptografia CSS dos DVDs à RealNetworks e essa associação tem como membros os mesmos estúdios que formam a MPAA.

Felizmente, a decisão do juiz é apenas preventiva, o caso ainda vai para julgamento. Enquanto isso, a MPAA não quer que você use nenhum programa de backup de DVDs porque são todos ilegais. Portanto, não use o Handbreak, DVD Shrink, Videora, ou qualquer outro programa de conversão de DVDs. De fato, não clique nem nos links. Você não deveria nem estar lendo esse post. Afaste-se do seu computador, a MPAA sabe onde você mora e está indo te pagar. [Engadget]

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Futuro incerto?

No final do mês passado, a Global Gaming Factory, fabricante de software para controle de cyber-cafés, fez uma oferta de compra dos domínios e arquivos hospedados no site do Pirate Bay, um dos maiores trackers de torrent da internet. Ele seria vendido por 7,79 milhões de dólares.

No começo da semana, entretanto, a venda do tracker começou a navegar por águas turvas, correndo o risco de não ser concretizada como previsto. Isso se deve ao fato de Hans Pandeya, CEO da GGF, ainda não ter conseguido angariar a quantia suficiente para que a aquisição aconteça. Peter Kolmisoppe, um dos fundadores e atual porta-voz do Pirate Bay, disse que se a empresa não conseguir o dinheiro prometido em até uma semana, a compra não será realizada.

A má notícia não veio sozinha. Wayne Rosso, que coordenaria a mudança de foco do Pirate Bay, decidiu abandonar o navio (essa é a última vez que escrevo essa analogia, prometo) por que Pandeya nunca revelou claramente quais são seus planos com o site, além de não ter pago as quantias prometidas a Rosso e seus parceiros. Aliado a isso, a MPAA, a associação de cinema americana, entrou com um novo processo contra o tracker de torrents na justica suíça, alegando que seus fundadores continuam ajudando a piratear centenas de milhares de filmes. A associação também afirmou que caso a venda seja realizada, ela tentará reaver todo e qualquer centavo de dólar que chegar nos bolsos dos fundadores. [TorrentFreak / Cnet]