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Inteligência artificial da IBM vai detectar doenças antes que você tenha sintomas

Emerson Alecrim Por

Exame - tablet

O diagnóstico precoce é fundamental para a cura de uma série de enfermidades. Mas muitas delas são silenciosas e, quando os primeiros sintomas aparecem, o problema já pode ter avançado bastante. E se doenças graves pudessem ser detectadas de maneira eficaz antes do aparecimento dos primeiros sinais? Isso será possível, segundo a IBM, tudo graças à combinação de inteligência artificial com equipamentos sofisticados.

É claro que os exames que temos hoje ajudam a identificar problemas de saúde importantes de maneira bem precoce. O problema é que, não raramente, os primeiros sinais são tão discretos que nem mesmo o médico mais habilidoso consegue notá-los.

Uma das apostas dos pesquisadores da IBM para enfrentar esse tipo de limitação é o uso de tecnologias de hiperimagem — basicamente, câmeras especiais que, com auxílio de sensores, podem “enxergar” informações que os olhos humanos não visualizam, mesmo com ajuda de aparelhos modernos.

Equipamentos para hiperimagem já existem, pelo menos nos laboratórios mais avançados. Porém, interpretar com precisão os detalhes fornecidos por esses exames ainda é um desafio. É aqui que a inteligência artificial pode fazer diferença: segundo a IBM, algoritmos cognitivos conseguirão interpretar esse conteúdo e apontar onde está o problema.

Em outras palavras, de um lado o hardware mostrará aquilo que não conseguimos notar; do outro, o software indicará tudo o que aquelas imagens altamente detalhadas significam. Em um estágio mais avançado, a inteligência artificial poderá, por si só, fazer o diagnóstico.

Wafer - IBM

A tecnologia em prol da saúde está avançando de tal forma que, em alguns anos, teremos inclusive um “laboratório dento de um chip”. Basta colocar uma única gota de sangue em um equipamento portátil de análise e esse chip fará o resto do trabalho: mostrará em pouco tempo se ali há vírus, bactérias ou proteínas que sugerem a existência de uma doença.

Sim, isso significa que poderemos ter em questão de horas resultados de exames bastante precisos que, pelas vias convencionais, demorariam dias ou semanas para ficarem prontos.

Mas teremos exames assim mais cedo ou mais tarde, mesmo sem uso da inteligência artificial. Para os especialistas da IBM, a principal vantagem dessa tecnologia estará mesmo na identificação de doenças antes do surgimento dos sintomas.

Além de análises avançadíssimas de fluídos ou de imagens em escala microscópica, a inteligência artificial poderá avaliar a fala ou a escrita de uma pessoa para encontrar sinais que indiquem a pré-existência de esquizofrenia ou doença de Alzheimer, por exemplo.

Rashik Parmar, um dos pesquisadores da IBM, explica que a companhia tem um estudo que mostra que é possível construir perfis psicométricos a partir da análise das palavras. Só é preciso que esses dados sejam utilizados de maneira efetiva.

Tudo isso requer mais tempo de pesquisa, mas a IBM é otimista: a companhia acredita que teremos tecnologias como essas dentro de cinco anos. A disponibilização em hospitais e clínicas pode levar muito mais tempo, mas tudo precisa de um começo, não é mesmo?

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